Uma lembrança que deixa nossos corações emocionados e nossos olhos cheios de lágrimas. Essa era dona Alcy. Viveu para espalhar o bom perfume de Cristo. Ela amou cada um de seus netos com um amor inesquecível. Saudades!
“Como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; como entristecidos, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Cor. 6:9-10).
quarta-feira, junho 07, 2017
sábado, outubro 15, 2016
COMO EDUCAR NOSSOS FILHOS?
COMO EDUCAR NOSSOS FILHOS?
Educação
dos filhos é uma das maiores tarefas dadas por Deus para a
humanidade. Este é o objetivo maior da família, multiplicar e
encher a terra. Fazer isso não é apenas o ato de multiplicação da
humanidade, mas uma grande missão de Deus para o homem.
O
caminho para uma vida feliz no lar passa por uma relação harmoniosa
entre pais e filhos. A base dessa harmonia está na sequência
analisado no capítulo primeiro quando estudamos os papéis do homem
e da mulher.
“Vós,
filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é
justo. Honra
a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa),
para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós,
pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na
disciplina e admoestação do Senhor.” (Efésios
6:1-4).
Este
texto acompanha o mesmo princípio do contexto anterior de Efésios
5:21 “sujeitando-se
uns aos outros no temor de Cristo”. Ou
seja, Antes de falar dos relacionamentos o apóstolo Paulo institui o
padrão bíblico para viver em harmonia – a submissão um ao outro.
O caminho que Deus oferece é sujeitar-se um ao outro
espontaneamente, para o bem de todos e para a glória de Deus.
É
importante relembrar que esta sujeição ou submissão é uma atitude
que está ligada à plenitude do Espírito - “E
não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas
enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18). Esta
plenitude tanto
abre as portas para que o Espírito tome conta completamente da vida
como é uma evidência clara que a pessoa está sob o controle de
Deus.
Arrogância,
altivez, soberba e egoísmo são atitudes de pessoas completamente
vazias de Deus. Por outro lado, longanimidade, benignidade, bondade,
fidelidade, humildade, mansidão e domínio próprio são atitudes de
uma pessoa cheia do Espírito Santo de Deus.
Pais
e filhos cristãos devem viver dentro dessa esfera da ação do
Espírito para que haja plena harmonia no lar. Vamos estudar o que a
Palavra de Deus nos ensina sobre a atitude dos filhos e pais.
1. PRINCÍPIOS BÍLICOS SOBRE
OBEDIÊNCIA.
“Filhos,
obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo” (Efésios
6:1).
É notável que Paulo escreve diretamente aos filhos, ele não
escreve pedindo que os pais façam os filhos obedecerem, mas fala
diretamente aos filhos. Isso mostra que filhos, ainda quando
crianças, também são parte integrante da Igreja de Cristo. A
obediência aos pais é um mandamento bíblico que começa no Velho
Testamento e continua da mesma forma no Novo Testamento. Na verdade
podemos afirmar que faz parte da lei moral que nunca deixou de
existir. Os filhos devem prestar toda obediência aos pais.
1.1 – A OBEDIÊNCIA É
FEITA NO SENHOR.
É
um ato de obediência feito no ambiente que o Senhor cria: a família,
a Igreja. É o princípio da sujeição um ao outro no Espírito
Santo de Deus. A ordem de Deus para a família cristã. Os filhos
obedecem aos pais no Senhor, sob a direção de Deus. Os pais foram
colocados sobre os filhos, mas não devem se esquecer que estão sob
a orientação de Deus – o pai celestial. Em Romanos 1:28-32 a
Palavra de Deus inclui a desobediência aos pais entre os pecados
praticados por aqueles que não servem a Deus: “E
o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável
para praticarem cousas inconvenientes. cheios
de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de
inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,
caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos,
inventores de males, desobedientes
aos pais,
insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia”.
Portanto, a obediência aos pais também é um sinal evidente
daqueles que servem a Deus.
1.2 – A OBEDIÊNCIA É UM
DEVER NATURAL.
Obediência
dos filhos para com os pais é um ato legal da própria natureza que
Deus criou. A obediência que se deve aos pais é fruto da ordem
legal que Deus instituiu. Pode-se observar que até no mundo natural
os animais quando são novos são instruídos e guiados pelos pais.
“Filho
meu, ouve o ensino de teu pai, e não deixes a instrução de tua
mãe” (Provérbios 1:8) e
“O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não
atende à repreensão” (Provérbios 13:1).
1.3 – A OBEDIÊNCIA É UM
MANDAMENTO DE DEUS.
O
apóstolo Paulo cita a lei moral dizendo que obediência aos pais é
um mandamento de Deus. Obedecer aos pais é o quarto mandamento da
lei – Êxodo 20:12. Uma colocação importante lembrada pelo
apóstolo Paulo é o fato de ser o único mandamento que vem seguido
de uma promessa: “para
que se prolonguem os seus dias sobre a terra”.
Podemos ver que a lei moral nunca deixou de existir. A mesma ordem
dada a Moisés no Velho Tetamento é confirmada pelo apóstolo Paulo,
agora na Nova aliança. Este é o único caminho da graça de Deus.
Obediência e vida longa sobre a terra. Vejamos
também Provérbios 4:10: “Ouve, filho meu, e aceita as minhas
palavras, e se te multiplicarão os anos de vida”.
2.
PRINCÍPIOS BÍLICOS SOBRE DISCIPLINA.
“E
vós, pais, não provoqueis vossos filhos a ira, mas criai-vos na
disciplina do Senhor” (Efésios 6:4).
A Palavra apostólica também oferece limite para a autoridade dos
pais sobre os filhos. Provocar a ira dos filhos significa um erro na
disciplina causando rebeldia e desrespeito dos filhos para com os
pais. Alguns princípios podem ser claramente observados aqui.
2.1 – OS PAIS DEVEM
ESTABELECER LIMITES PARA OS FILHOS.
Disciplinar é treinar. É
preparar para a vida e para a vida mesmo após a morte dos pais.
Deixe seu filho preparado para a realidade da vida fora de casa, uma
realidade que somente os pais conhecem. Melhor que os pais
estabeleçam limites para que a autoridade legal ou policial venha
fazê-lo mais tarde. “A vara e a disciplina dão
sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua
mãe” (Provérbios 29:15) e “Toda disciplina, com efeito,
no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao
depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela
exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12:11).
2.2 – OS PAIS DEVEM
DISCIPLINAR OS FILHOS COM SABEDORIA.
A disciplina é necessária,
mas deve ser feita com sabedoria e prudência. “Ensina a criança
no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se
desviará dele” e “A estultícia está ligada ao coração
da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”
(Provérbios 22:6,15).
Como devemos disciplinar
nossos filhos? Alguns conselhos práticos:
-
Começando mais cedo teremos menos trabalho no futuro.
-
Cuidado com promessas que não vão ser cumpridas.
-
Cuidado com a chantagem para conseguir sucesso na educação.
-
Cuidado com a presença da mentira na educação dos filhos.
-
Cuidado com a incoerência entre a ordem do pai e da mãe.
2.3
– OS
PAIS NÃO DEVEM IMPOR AOS FILHOS NORMAS QUE NÃO CONSEGUEM CUMPRIR. É
NECESSÁRIO SER EXEMPLO.
O
maior desafio na educação dos filhos é a questão do modelo que os
filhos não encontram nos pais. Educar é mostrar o caminho, mesmo
que com a realidade da dificuldade de fazer o certo. Tiago escreve
falando da dificuldade que algumas pessoas tem de serem praticantes
da Palavra e não somente ouvintes. “Tornai-vos,
pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a
vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não
praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu
rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo
se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera,
atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não
sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será
bem-aventurado no que realizar”
(Tiago
1:23-25).
2.4 – OS PAIS NÃO DEVEM
EXCEDER NA DISCIPLINA.
Há uma grande discussão em
torno da lei da palmada. A questão gira em torno da proteção da
parte mais frágil. Mas a Escritura é clara e orienta sobre essa
situação. Não é necessário violência física excessiva. Mas é
importante mostrar quem manda, quem está no controle, mas isso sem
exagerar na carga física. “Castiga a teu filho, enquanto há
esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”
(Provérbios 19:18).
Como fazer disciplinar sem
exceder? Algumas sugestões práticas.
-
Disciplinar é diferente de espancar o filho.
-
Os filhos devem saber sempre por que estão sendo disciplinados.
-
Não disciplinar os filhos em momentos de raiva.
-
Cada etapa da vida tem seu tipo de castigo.
2.5
– OS
PAIS NÃO DEVEM SE ESQUECER QUE PRESTARÃO CONTAS AO PAI CELESTIAL.
Há uma relação profunda entre disciplina que aplicamos em nossos
filhos e aquilo que nosso Pai celestial faz conosco. “Sabe,
pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho,
assim te disciplina o SENHOR, teu Deus”
(Deuteronômio 8:5).
Deus é sábio e nos disciplina para nos fazer crescer na fé e para
vivermos melhor a cada dia. É
muito
doloroso receber disciplina do Senhor, mas é um sinal claro de amor
e certeza de paternidade divina. Então, devemos tratar nossos filhos
como nosso Pai nos trata, levando-nos a ter uma vida próspera de
valores.
É
o mesmo princípio encontrado no livro do sábio Salomão:“Filho
meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da sua
repreensão. Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai,
ao filho a quem quer bem”
(Provérbios 3:11-12).
Também
não podemos fugir da realidade de que nossos filhos não nos
pertencem, mas são vidas preciosas que Deus colocou em nossas mãos
para serem treinadas por nós. Sejamos fiéis
cumprindo essa primeira missão que Deus nos concedeu. A família é
o nosso primeiro e maior campo missionário.
Encerro
citando a linda frase do escritor Português José Saramago, Nobel de
Literatura em 1998 que faleceu em 2010: “Filho
é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar
alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos
para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso
mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode
ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da
incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão
amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um
empréstimo”.
Deus nos ajude! A Ele toda glória!
domingo, outubro 09, 2016
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA
A
IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA
“Disse
mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei
uma ajudadora que lhe seja idônea. Da terra formou, pois, o Senhor
Deus todos os animais do campo e todas as aves do céu, e os trouxe
ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a
todo ser vivente, isso foi o seu nome. Assim o homem deu nomes a
todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais
do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. Então o
Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu;
tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e
da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe
ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e
carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão
foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e
unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne. E ambos estavam
nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam” (Gênesis
2:18-25).
“Também
disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves
dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre
todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem
à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E
Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos,
enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as
aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis
1:26-29).
O
texto sagrado nos mostra, nos primórdios da criação da humanidade,
a formação da primeira família. Deus soberano que pelo conselho
eterno da sua vontade criou tudo que existe e formou o homem. Do
homem criou a mulher e os uniu e abençoou para que pudessem ser mais
do que um simples casal, eles formaram a família. Esta verdade
bíblica pode ser endossada por homens estudiosos na história da
humanidade, como de maneira muito sábia escreve, no livro Do
Contrato Social, o filósofo francês Jean Jacques Rousseau sobre
a família: “A família é a mais antiga das sociedades, e
também a única natural”. Nessa perspectiva bíblica e
teocêntrica, vamos observar os principais ensinamentos sobre a
família.
1.
A FAMÍLIA É UMA ENTIDADE INSTITUÍDA POR DEUS
Em
Gênesis 1:27 lemos: “Criou, pois, Deus o homem à sua
imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Podemos
constatar nesse verso do capítulo primeiro que Deus mesmo criou o
homem à sua imagem. O texto seguinte narra que Deus viu que o homem
estava só e criou a mulher e a deu ao homem. O Próprio homem
constatou que a mulher é parte dele mesmo. Osso dos meus ossos e
carne da minha carne. Este é o mistério maravilhoso do casamento, a
verdadeira união de duas pessoas como uma só carne.
A
família é uma entidade instituída pelo próprio Deus. É uma graça
comum a todos os seres humanos. É uma instituição em que um homem
e uma mulher vivem juntos como uma só carne e, em amor, criam seus
filhos. É Importante também afirmar que o texto bíblico fala
claramente que a família é formada por um homem e uma
mulher. Não podemos aceitar uma família natural e abençoada por
Deus que seja formada por dois homens ou duas mulheres. Esse é um
assunto que deve ser tratado com prudência e respeito, mas nós
cristãos que adotamos a Bíblia como referencial absoluto não
precisamos ter medo de afirmar e ensinar essa verdade
registrada na Escritura. A bíblia mostra que a família
criada por Deus é formada por um casal, homem e mulher. Outros
procedimentos diferentes estão fora dos padrões estabelecidos por
Deus, como lemos na carta do apóstolo Paulo aos Romanos: “Por
causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as
mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por
outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também,
deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em
sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo,
em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem
desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma
disposição mental reprovável, para praticarem coisas
inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e
maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e
malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus,
insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males,
desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural
e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que
são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as
fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos
1:26-32).
2.
QUAIS OS PROPÓSITOS DE DEUS AO CRIAR A FAMÍLIA?
2.1
VIVER UM RELACIONAMENTO EM AMOR.
“Não
é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Alguém
já disse que o homem não é uma ilha e precisa se relacionar com
seus semelhantes. O homem não foi criado para viver só, mas
para formar uma sociedade, uma família. Antes da criação da mulher
o homem estava apenas na companhia dos animais. Esta amizade não foi
suficiente para fazer o homem realizado e feliz, por isso Deus criou
a mulher e mostrou a importância da família. Esse foi o primeiro
propósito de Deus quando uniu homem e mulher: suprir uma carência
de relacionamento que havia no ser humano.
Grandes
estudiosos das ciências humanas têm desenvolvido estudos nessa
área. Ótimos livros e filmes sempre abordam essa necessidade humana
de viver em sociedade. Portanto, como seres relacionais que somos,
precisamos viver juntos desenvolvendo nossas vidas dia a dia. Este é
um propósito da criação da família: relacionamento humano em amor
– Salmo 133:1.
2.2
VIVER PARA COMPLETAR UM AO OUTRO.
“...far-lhe-ei
uma ajudadora que lhe seja idônea” e “...Então o Senhor Deus
fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe,
então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela
que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da
minha carne” (Gênesis 2:18 e 21). O
casamento foi criado também diante de uma impossibilidade de o homem
se completar apenas com o convívio com os animais. Deus retirou um
pedaço do homem e formou a mulher. Deus retirou uma das costelas de
Adão e fez a mulher. Numa linguagem bem poética, geralmente
recitada em casamentos, lembramos que Deus retirou o pedaço do homem
do lugar perfeito, não retirou nenhum pedaço da cabeça para que a
mulher não viesse ser superior ao homem, nem tão pouco retirou
nenhum pedaço da parte de baixo para que a mulher fosse inferior ou
menor, mas retirou uma das costelas que fica ao lado para que a
mulher pudesse ser a verdadeira companheira, para andar junto e
completar o seu companheiro.
A
palavra usada no texto é ajudadora e significa companheira,
parceira. É clara a intenção de Deus em dar ao homem alguém que o
completasse e o ajudasse na sua vida. A esposa é esta pessoa
escolhida para se realizar com seu o marido. São esses os sonhos de
quem procura alguém para se casar. Alguém para compartilhar a vida.
Complementação de um com o outro. Este também é o propósito
maravilhoso do casamento.
2.3
VIVER EM UNIDADE E HARMONIA.
“E
disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu,
sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo
réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à
sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”.
(Gênesis 1:26,27). Constatamos
aqui um dos bons argumentos em favor da Trindade. Nesse plural do
verso 26 podemos entender que, de forma diferente da criação do
universo e dos animais quando apenas Deus num todo é citado dando a
palavra de ordem para a existência de tudo que foi criado, aqui é
mencionado um plural “façamos” que nos conduz à certeza de que
o ser humano é o ponto alto da criação de Deus. A criação do ser
humano foi uma ação da Trindade divina. E ainda mais, o texto
também descreve a maneira como Deus fez o homem. Deus formou o homem
do barro e soprou nas narinas o espírito para que este passasse a
ter vida.
Desta
maneira podemos afirmar que Deus instituiu a família para ter
completa unidade e harmonia. Sendo o homem à imagem e semelhança de
Deus, a família deveria ser um reflexo da própria Trindade. Existe
em Deus Pai, Filho e Espírito Santo unidade e perfeita harmonia e
Ele criou a família como imagem dessa Trindade divina.
2.4
VIVER EM FIDELIDADE E PUREZA.
“Então
disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha
carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi
tomada”(Gênesis 2:23). Quando
o homem faz a afirmação que “essa é agora osso dos meus ossos e
carne da minha carne” ele demonstra surpresa, alegria e satisfação
pela bênção da mulher, como criação de Deus. Temos de entender
que este fato se deu antes da queda e do aparecimento do pecado. Após
a queda encontramos toda sorte de erros e desajustes
humanos: homossexualidade, bigamia, homicídios,
violências.
O
casamento é o abrigo seguro que Deus oferece aos seus filhos contra
a promiscuidade e impureza. Fidelidade e pureza também foram
propósitos de Deus ao criar o casamento. Com certeza Deus estava
instituindo o caminho para a felicidade do homem que se dedica
completamente à sua mulher e vice-versa. Vale a pena citar o texto
do livro de Provérbios sobre esse assunto: “Bebe a água
da tua própria cisterna, e das correntes do teu poço.
Derramar-se-iam as tuas fontes para fora, e pelas ruas os ribeiros de
águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos juntamente
contigo. Seja bendito o teu manancial; e regozija-te na mulher da tua
mocidade”(Provérbios 5:16-18).
Diante
do crescimento das doenças sexualmente transmissíveis há uma
campanha do governo que incentiva casais a se prevenirem usando
preservativos, inclusive para casais casados em suas relações
sexuais. Melhor é a campanha do Ministério Casados Para Sempre que
diz: “Deus inventou o sexo seguro e o chamou de casamento”.
2.5
ENTENDER QUE É NECESSÁRIO A SEPARAÇÃO DOS ANTIGOS LAÇOS
FAMILIARES.
“Portanto
deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher,
e serão uma só carne” (Gênesis 2:24). Com
toda certeza, as únicas pessoas que não tiveram de passar pela
experiência de deixar pai e mãe para formarem sua própria família
foram Adão e Eva. Também não tiveram sogras nem cunhados. Mas daí
em diante o casamento se tornou a maneira da multiplicação
familiar. O casamento é um rompimento com os velhos laços
familiares e isso tem a sua importância para formação da família.
Esta independência não é uma ruptura com distância, inimizade ou
fuga, mas é o caminhar de um casal que deve tomar suas próprias
decisões. Mesmo que ainda haja uma ligação emocional ou até mesmo
financeira (em alguns casos) a nova família não se deve deixar
influenciar e tem todo direito, com a bênção de Deus, de tomar
suas próprias decisões e seguir o seu próprio caminho.
2.6
PARTICIPAR DA PROCRIAÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA.
“Criou,
pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e
mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e
multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a” (Gênesis 1:27,28).
Não
há dúvida que este seja o principal propósito da criação da
família e do casamento: a procriação. Deus fez o ser humano apenas
homem e mulher e os fez assim para procriarem, para se multiplicarem.
Diga-se de passagem que o melhor argumento bíblico contra o
homossexualismo é a própria natureza da criação de Deus. Não há
como um casal homossexual procriar. Este ato deve se dar pelos meios
naturais que Deus fez de forma perfeita e maravilhosa. O mundo de
hoje, contaminado pelo pecado não enxerga esses aspectos e sofre as
consequências de tudo isso. Então,
o alvo principal do casamento é ter filhos e isso ainda é um
desafio que naturalmente entristece os casais que não conseguem esse
objetivo. Há várias histórias bíblicas sobre filhos que só
vieram com a ajuda especial de Deus. Sara, Rebeca, Lia, Ana são
exemplos de mães que só tiveram filhos com uma intervenção
miraculosa de Deus.
Para
concluir podemos reafirmar aqui a importância da família. Quais os
propósitos de Deus ao criar uma família? A família é uma
instituição criada por Deus com o propósito de viver um
relacionamento humano em amor, viver para completar um ao outro,
viver em unidade e harmonia, viver em fidelidade e pureza, entender
que é necessário uma separação dos antigos laços familiares e
participar da procriação da espécie humana.
Então,
valorize muito sua família e proteja bem sua casa. Saiba que ela é
uma bênção de Deus. Entenda que esse é o primeiro propósito de
Deus para sua vida, viver bem em família. Procure seguir os
verdadeiros princípios que regem a família e não tenha medo de
ensinar aos filhos. A verdadeira felicidade está nas coisas simples
e básicas da vida familiar. Fica aqui o desafio: Deus está pronto a
renovar nossa vida a começar por nossas famílias. Abra totalmente a
porta da sua casa para recebê-lo e Ele estará sempre presente: “Eis
que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a
porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele,
comigo”(Apocalipse 3:20).
Assim,
que Deus nos ajude!
domingo, setembro 25, 2016
I ENCONTRO DE CASAIS NO MINISTÉRIO MAIS DE DEUS
Registramos algumas fotos do primeiro encontro de casais do Ministério Mais de Deus que aconteceu nos dias 23 a 25 de setembro no Ministério Mais de Deus. Com participação de 81 casais e com o tema: Mais de Deus e Menos de nós. No sábado a tarde estivemos conduzindo o seminário sobre a importância da Comunicação no Lar. Foi um evento maravilhoso! Muitos casamentos foram restaurados pelo poder da Palavra de Deus. A Ele toda glória!
terça-feira, setembro 20, 2016
O PACTO DE LAUSANNE
Pacto de Lausanne
Sumário
Introdução
1. O Propósito de Deus
2. A Autoridade e o Poder da
Bíblia
3. A Unicidade e a
Universalidade de Cristo
4. A Natureza da Evangelização
5. A Responsabilidade Social
Cristã
6. A Igreja e a Evangelização
7. Cooperação na
Evangelização
8. Esforço Conjugado de
Igrejas na Evangelização
9. Urgência da Tarefa
Evangelística
10. Evangelização e Cultura
11. Educação e Liderança
12. Conflito Espiritual
13. Liberdade e Perseguição
14. O Poder do Espírito Santo
15. O Retorno de Cristo
Conclusão
Introdução:
Nós, membros da Igreja de
Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do
Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne,
louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a
comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com
os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em
nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e
desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que
o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua
graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de
proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as
nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa
resolução, e tornar público o nosso pacto.
1. O propósito de Deus.
Afirmamos a nossa crença no
único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito
Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua
vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o
novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o
seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do
seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o
nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos
conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo,
regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de
barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de
tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos
dedicar-nos novamente.
2. A autoridade e o poder da
Bíblia.
Afirmamos a inspiração
divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como
do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus
escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra
infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de
Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da
Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em
Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo
fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda
cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova,
com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção
cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.
3. A unicidade e a
universalidade de Cristo.
Afirmamos que há um só
Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de
maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que
todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação
geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa
salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade.
Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo
e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o
de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e
ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que
se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador
entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa
que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do
pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça,
mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo
repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de
Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é
afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo,
serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam
salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por
um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a
ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de
arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer
nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e
toda língua o confessará como Senhor.
4. A natureza da
evangelização.
Evangelizar é difundir as
boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e
ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele
agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a
todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no
mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com
aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a
fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a
proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor,
com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e,
assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho,
não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda
convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos,
tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os
resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o
ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.
5. A responsabilidade social
cristã.
Afirmamos que Deus é o
Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o
seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade
humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão.
Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem
distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou
idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser
respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos
de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a
evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a
reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a
ação social evangelização, nem a libertação política salvação,
afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são
ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias
expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso
amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A
mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre
toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não
devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que
existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu
reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a
retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que
alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas
responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.
6. A Igreja e a evangelização.
Afirmamos que Cristo envia o
seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso
requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial.
Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na
sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja
a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que
a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja
ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o
agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que
pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se
uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho
ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas
pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive
em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de
Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com
qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou
político, nem com ideologias humanas.
7. Cooperação na
evangelização.
Afirmamos que é propósito de
Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à
verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o
ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa
desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação.
Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar
muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização.
Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar
intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no
testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem
sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária
duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade
mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão.
Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação
regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para
o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o
compartilhamento de recursos e de experiências.
8. Esforço conjugado de
Igrejas na evangelização.
Regozijamo-nos com o alvorecer
de uma nova era missionária. O papel dominante das missões
ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das
igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização
mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar
pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem
perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo
tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar
missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o
processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação
missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas
igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da
igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de
instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação
teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura
cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e
em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em
constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua
eficácia como parte da missão da igreja.
9. Urgência da tarefa
evangelística.
Mais de dois bilhões e
setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da
humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha
ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e
para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do
mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo.
Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e
as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela
salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para
realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários
estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes
talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja
nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não
evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de
missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação
e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os
meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a
oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não
podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos
chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas
injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à
opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida
simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os
necessitados como para a evangelização deles.
10. Evangelização e cultura.
O desenvolvimento de
estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e
criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de
igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente
relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e
provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte
de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele
experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado,
e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a
superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas
segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na
aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As
missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho,
uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas
aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os
evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de
tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem
servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e
enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.
11. Educação e liderança.
Confessamos que às vezes
temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em
detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação
dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm
sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a
assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos
integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de
fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha
líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança
não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma
grande necessidade de desenvolver a educação teológica,
especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda
cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores
e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em
edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de
uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de
iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.
12. Conflito espiritual.
Cremos que estamos empenhados
num permanente conflito espiritual com os principados e postestades
do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de
evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da
armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da
verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo,
não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro
dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem
no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de
discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos
que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao
secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição
pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja,
tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos
utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de
conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa
mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de
pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as
estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A
igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.
13. Liberdade e perseguição.
É dever de toda nação,
dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de
justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir
a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto,
oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que
garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade
de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus,
e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos
Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos
os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos
irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor
Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo
tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda
de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e
permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos
esqueçamos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é
inevitável.
14. O poder do Espírito
Santo.
Cremos no poder do Espírito
Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho.
Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado,
fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a
mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que
a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do
Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e
debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará
realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na
sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto,
instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do
soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em
todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de
Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento
adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.
15. O retorno de Cristo.
Cremos que Jesus Cristo
voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a
salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo
ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse
que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações.
Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o
seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não
pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua
advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como
precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um
sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia
construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que
Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia,
e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus
reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de
Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a
totalidade de nossas vidas.
Conclusão.
Portanto, à luz desta nossa
fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns
com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela
evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se
juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória
a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia! [Lausanne, Suíça,
1974].
terça-feira, setembro 13, 2016
PROJETO SOCIAL SACANDO PARA VENCER
Esse é o Projeto Social Sacando para vencer em Primavera do Leste - MT. Estive lá no final de 2015 levando várias raquetes para ajudar esse trabalho maravilhoso realizado pelo meu grande amigo Professor Pedro Nunes, conhecido como Pedrão. Creio que atitudes assim podem ajudar a fazer um mundo melhor para várias pessoas carentes. Precisamos aprender a fazer o bem, custe o que custar. Esse é o chamado que recebemos de Deus para amar o próximo sem distinção e com toda disposição. No fim de 2016 haverá outra oportunidade para doações de raquetes.
Esse foi o torneio Raquete de ouro com doações de raquetes usadas para o Projeto Sacando para Vencer em 2015. Lá estivemos doando 14 raquetes. O Professor Pedro é o terceiro da esquerda para a direita e os demais na foto são participantes do Projeto. Quem desejar ajudar com qualquer quantia financeira ou materiais ainda utilizáveis entre em contato aqui nos comentários (abaixo) e levaremos a sua ajuda. Deus seja louvado por mais uma iniciativa tão linda!
sábado, setembro 10, 2016
Quando estou abraçando meu neto Rafael eu sinto como se estivesse tocando meu pai e minha mãe que já não estão entre nós, pois estão com nosso Pai Celestial. Há tanta gente que já se foi e que eu gostaria de conversar e abraçar agora. Bem, aproveite para amar e tocar em quem está perto de você e faça isso com toda intensidade. Amar sempre vale a pena!
sexta-feira, setembro 09, 2016
FIDELIDADE CONJUGAL
Saboreando o melhor vinho
Fundamentos
cristãos para a família
FIDELIDADE CONJUGAL
O
tema fidelidade conjugal é sobremodo importante para nosso estudo.
Com certeza a infidelidade conjugal é a consequência final de uma
aliança quebrada no casamento. Casais que passam por esta
experiência sabem e compartilham uma grande decepção e frustração
no casamento. Não é fácil recomeçar um relacionamento e renovar a
aliança novamente depois da experiência da infidelidade. A Bíblia
é o livro que mostra o amor e a justiça de Deus e não esconde
nenhum ponto da limitação e dos defeitos do ser humano. Vamos
estudar a fidelidade conjugal na perspectiva bíblica sem rodeios e
na certeza de que esse é um dos maiores desafios da vida conjugal no
mundo pós-moderno.
1.
PRINCÍPIOS BÍBLICOS SOBRE FIDELIDADE.
Alguns
textos da Escritura nos oferecem grandes lições e ensinamentos. O
profeta Malaquias escreveu uma exortação muito forte de Deus
condenando a infidelidade: “Ainda
fazeis isto: cobris o altar do Senhor de lágrimas, de choros e de
gemidos, porque ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com
prazer da vossa mão. Todavia perguntais: Por que? Porque o Senhor
tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, para com a
qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e a mulher
da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava
espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência
piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja
infiel para com a mulher da sua mocidade. Pois eu detesto o divórcio,
diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência o seu
vestido; portanto cuidai de vós mesmos, diz o Senhor dos exércitos;
e não sejais infiéis”. (Malaquias 2:13-16).
Este
assunto é muito forte na Escritura. A Bíblia menciona fidelidade em
quase todos os seus livros, de todas as maneiras. Encontramos pessoas
que foram fiéis, como José no Egito e também pessoas que passaram
pela decepção de cometerem adultério, como Davi. Servos de Deus
também foram fiéis a Deus até a morte e outros quebraram a aliança
do Senhor e receberam a merecida punição. Vejamos alguns aspectos
da fidelidade.
1.1
FIDELIDADE É A PRINCIPAL PROMESSA DO CASAMENTO.
“Porque
o Senhor tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade,
para com a qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e
a mulher da tua aliança”(Malaquias 2:14). Podemos
constatar que a fidelidade é a primeira promessa feita nos
compromissos do casamento. Fidelidade significa também lealdade e
dedicação exclusiva. Quando um casal promete fidelidade está
prometendo ser fiel até a morte. É um compromisso muito sério e
importante para o casal e para uma vida conjugal bem-sucedida.
Quando
há infidelidade no casamento há uma quebra da aliança e há um
desagrado de Deus. Com toda certeza o casal infiel colhe os amargos
frutos de uma vida sem a bênção de Deus.
Na
carta que Deus mandou o profeta Jeremias escrever explicando sobre a
condenação e as razões pela qual Deus permitiu que seu povo fosse
disciplinado pelos babilônios há uma menção expressa do peso da
mão de Deus sobre algumas pessoas que cometeram infidelidade no
casamento e profetizando falsas profecias.
“E por causa deles será formulada uma maldição por todos os
exilados de Judá que estão em Babilônia, dizendo: O Senhor te faça
como a Zedequias, e como a Acabe, os quais o rei de Babilônia assou
no fogo; porque fizeram insensatez em Israel, cometendo adultério
com as mulheres de seus próximos, e anunciando falsamente em meu
nome palavras que não lhes mandei. Eu o sei, e sou testemunha disso,
diz o Senhor” (Jeremias 29:22,23).
Adultério
é infidelidade e infidelidade é insensatez.
Existem
alguns casais que se dizem adeptos do que chamam de “casamento
aberto”, ou como podemos dizer “casamento sem fidelidade”.
Nesse tipo de relação há uma tolerância para que o parceiro possa
ter casos com outras pessoas, sem perder o vínculo de estabilidade
do casal.
Este
tipo de relação maligna jamais poderá ser chamada de casamento. É
um sintoma bem claro da fraqueza moral dos ímpios. Absolutamente, é
um comportamento de pessoas sem princípios cristãos. Infelizmente
muitos estão vivendo desta maneira. Estes preferem viver somente
para si mesmos e para seus prazeres. O Casamento com princípios
cristãos feito na presença de Deus implica união verdadeira. União
verdadeira implica fidelidade. O casamento aberto não passa de uma
grande farsa.“Não
adulterarás” e “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não
cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua
serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu
próximo”(Êxodo 20:14,17).
Os
dez mandamentos é um resumo básico da lei moral dada por Deus e
ainda é um padrão de vida que deve ser obedecido de coração pelos
cristãos. É clara a ordem divina obrigando a fidelidade é não
permitindo a cobiça do cônjuge alheio. Desta forma, podemos
concluir que o casamento fundamentado na Escritura é marcado por
fidelidade e lealdade ampla e absoluta. O casal que deseja contar com
a bênção de Deus deve ser fiel aos seus compromissos matrimoniais.
Fidelidade conjugal é a maior prova de amor, de dedicação
exclusiva.
1.2
EXISTE UMA RELAÇÃO PROFUNDA ENTRE FIDELIDADE NO CASAMENTO E
FIDELIDADE A DEUS.
De
maneira bem clara há uma profunda relação entre fidelidade no
casamento e fidelidade a Deus. Encontramos várias passagens bíblicas
que reforçam essa relação. Aqui temos uma palavra de Deus através
do profeta Jeremias. “Deveras,
como a mulher se aparta aleivosamente do seu marido, assim
aleivosamente te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o Senhor.
Nos altos escalvados se ouve uma voz, o pranto e as súplicas dos
filhos de Israel; porque perverteram o seu caminho, e se esqueceram
do Senhor seu Deus. Voltai, ó filhos infiéis, eu curarei a vossa
infidelidade. Responderam eles: Eis-nos aqui, vimos a ti, porque tu
és o Senhor nosso Deus”(Jeremias 3:20-23).
Diante
de Deus a infidelidade no casamento é uma forma de infidelidade para
com o Senhor. Porém, quando Israel virava as costas para o Senhor e
adorava a outros deuses, Israel estava cometendo adultério. Ou seja,
quando adoramos outro deus estamos sendo infiéis para com o nosso
Deus. Adorar outro deus é valorizar mais outra coisa do que o
Senhor.
Qualquer
forma de pecado é uma ação de infidelidade. Por isso quando
obedecemos ao Senhor agradamos ao nosso Deus. Este é o verdadeiro
culto que agrada a Deus: a obediência – fidelidade (I Samuel
15:22).
Há
um exemplo maravilhoso de fidelidade a Deus na história dos
patriarcas de Israel. José, filho de Jacó foi vendido pelos seus
irmãos como escravo aos Ismaelitas e depois de algum tempo foi
vendido para um oficial egípcio chamado Potifar. Na casa de Potifar
José, que sempre foi um homem abençoado por Deus, a despeito de sua
vida de sofrimento, se tornou próspero nas ações que fazia e foi
colocado como administrador dos bens de seu patrão. A mulher de
Potifar se interessou por José e começou a assediá-lo. José nega
a proposta daquela mulher deixando uma grande lição sobre
fidelidade ao Senhor. “E
aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os
olhos em José, e lhe disse: Deita-te comigo. Mas ele recusou, e
disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe o que
está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem;
ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou,
senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer
este grande mal, e pecar contra Deus?” (Gênesis 39:7-9).
Fidelidade no casamento e lealdade a Deus se relacionam
profundamente. José foi fiel porque não queria pecar contra o
Senhor. Ele pagou um alto preço por essa fidelidade e foi preso. Mas
o Senhor estava com ele.
A
pregação dos profetas no Velho Testamento é a mensagem de
arrependimento. O povo estava sendo infiel e precisava mudar de vida.
O povo de Deus estava se esquecendo do Senhor e agindo com idolatria.
Além de adorarem a outros deuses havia violência e injustiças –
Habacuque 1:2-4. Por causa de infidelidade para com Deus, o Senhor os
entregou nas mãos dos seus inimigos. Em 586 A.C. o Povo de Israel
foi atacado pelos babilônios, o templo foi destruído, foram levados
com escravos e humilhados. Tudo isso como consequência de
infidelidade.
Um
fato muito forte é a ordem que Deus deu ao profeta Oséias. “Quando
o Senhor falou no princípio por Oséias, disse o Senhor a Oséias:
Vai, toma por esposa uma mulher de prostituições, e filhos de
prostituição; porque a terra se prostituiu, apartando-se do Senhor”
(Oséias 1:2).
Deus mandou que ele se casasse com uma prostituta e tivesse vários
filhos com ela. Deus usa esse fato para falar da infidelidade do povo
e da fidelidade de Deus.
2.
APRENDENDO HOJE COM A HISTÓRIA DE DAVI
O
texto de II Samuel 11:1 a 12:15 conta a história do pecado do rei
Davi. Ele havia sido escolhido rei para substituir Saul que foi
desobediente com a palavra de Deus. Durante muito tempo Davi esperou
chegar a hora que assumiria o trono de Israel. Quando esse tempo
chegou, após a morte de Saul, ele finalmente pôde reinar sobre
Israel.
A
história conta que numa das guerras de Israel contra os filhos de
Amon Davi resolveu ficar em Jerusalém e numa tarde quando passeava
no terraço da casa real viu uma mulher tomando banho e sentiu-se
atraído pela beleza dela. Ele mandou trazê-la e se deitou com ela.
Algum tempo depois ela mandou avisar a Davi que estava grávida.
Então o rei Davi mandou chamar Urias, o marido, que estava na
guerra. Com certeza Davi queria que Urias se deitasse com sua mulher
para que pudesse esconder o filho que ela esperava dele. Urias se
recusou a ficar em sua casa e deitar-se com sua mulher por causa de
lealdade com seus companheiros de batalha. Então, Davi mandou Urias
de volta ao campo de batalha com uma carta, que sem ele saber era sua
sentença de morte. Na carta para o comandante Joabe o rei pedia que
Urias fosse colocado na frente da batalha. Isto aconteceu como Davi
pediu e Urias foi morto na peleja. Após a morte de Urias e terminado
o pranto por sua mulher, Davi a trouxe para o palácio. Ela
chamava-se Bate Seba.
Algum
tempo depois o Senhor enviou o profeta Natã a Davi e este o exortou
do seu pecado. Davi ficou abatido e arrependeu de seu pecado, porém
Deus avisou que o reino de Davi seria tumultuado por causa de
conflitos dentro da sua própria casa. Sabemos que isto aconteceu,
inclusive com a morte da criança fruto do adultério do rei. O
pecado é perdoado, mas as consequências deste ficam e são muito
fortes.
2.1
OS PASSOS NO CAMINHOS PARA A QUEDA.
Vamos
analisar a seguir algumas atitudes que contribuíram para a o pecado
de adultério do rei Davi. Podemos ver que são eventos que acontecem
também com as mulheres que também são tentadas nessa área.
2.1.1
OCIOSIDADE.
Havia
uma guerra, mas Davi permaneceu em Jerusalém. Mesmo diante de um
desafio tão importante para o reino ele estava distante. Numa tarde,
ele se levantou de sua cama e foi andar pelo terraço do palácio. É
nessa hora que ele vê a mulher tomando banho. Apropriadamente há um
adágio bem conhecido que diz “Mente vazia é oficina de Satanás”.
Esta é uma grande verdade. Por isso que o apóstolo Paulo adverte
aos irmãos em Filipenses 4:8: “Quanto
ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto,
tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo
o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor,
nisso pensai”. Muitos
casamentos correm grande perigo quando um dos cônjuges deixa espaço
na sua vida para o inimigo. A internet, que tem grande utilidade no
mundo de hoje, pode ser uma porta aberta para um adultério dentro de
nossas casas. Muito cuidado!
2.1.2
O ENGANO DA INVULNERABILIDADE.
Davi
pensava que era invulnerável, que era inatingível, que não podia
ser derrubado. É assim que pensam muitas pessoas que caem nessa
cilada. Elas se sentem fortes e acham que conseguem fugir no momento
certo. Muitas pessoas vão brincando com a tentação, vão levando
essa relação em “banho maria”. Quando a água ferver não
haverá como fugir. Infelizmente, achando que são fortes e
invulneráveis se tornam presas fáceis. O apóstolo Paulo adverte:
“Aquele,
pois, que pensa estar em pé, olhe não caia”(I Coríntios 10:12).
Diante
de qualquer tentação e contato com a proposta do inimigo, a ordem
de Deus é clara e direta: foge! I Timóteo 6:11 e II Timóteo 2:22.
2.1.3
ATRAÇÃO FATAL POR MEIO DO INSTINTO.
Davi
viu uma mulher tomando banho e ela era mui bonita. A atração sexual
do lado masculino vem de forma mais forte pela visão. A mulher já
seria mais atraída por uma conquista verbal, uma boa conversa.
Geralmente, a tentação vem e ataca atuando dentro do instinto de
cada um, conforme cada pessoa. Adão e Eva foram tentados no paraíso
e caíram depois de olhar para o fruto e ver que ele era agradável.
“Então,
vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável
aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu
fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu” (Gênesis
3:6).
O
inimigo conhece muito bem os instintos humanos e não vai oferecer
algo que não seja desejável.Veja Mateus 26:41
2.1.4
VAIDADE.
Mesmo
antes de se tornar rei em Israel Davi já era um homem famoso. Ele já
havia tido muitas conquistas, muitas vitórias em batalhas, tinha
poder e liderança sobre o povo. Davi era um homem vitorioso e sua
fama corria por todo país. Além disso, ele tinha muitas mulheres. A
vaidade é uma doença perigosa, principalmente para o líder
bem-sucedido. Mesmo pessoas pobres podem ser orgulhosas. Quanto mais
um rei tão próspero, como Davi. Desta forma, a vaidade dá à
pessoa o falso direito de possuir até mesmo a única mulher de seu
soldado raso. O texto de Salomão é uma grande verdade bíblica:
“Vaidade
de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é
vaidade”(Eclesiastes 1:2). A
vaidade, o orgulho e a soberba são da mesma família de defeitos e
são de onde partem os principais pecados.
2.1.5
CEGUEIRA ESPIRITUAL.
Davi
foi infiel e pecou contra o Senhor. Ele não percebeu que havia
cometido tamanha maldade contra a família de Urias e contra o
Senhor. Mesmo sendo chamado de o homem segundo o coração de Deus,
Davi viveu momentos de completa cegueira espiritual. O salmo 119:18
contém uma oração do próprio Davi: “Desvenda
os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei”.
Ele só percebeu o tamanho do seu erro quando foi exortado por Natã.
Durante o pecado ele não se deu conta do adultério e do
assassinato. São momentos de insanidade e loucura completa. Há uma
verdadeira cegueira espiritual. A visão do homem ou mesmo da mulher
na hora de pecado é enxergar apenas corpo, prazer, carne. Quando a
pessoa acorda é como se estivesse vivendo um pesadelo. As
consequências
são terríveis. Efésios 1:15-23 e 4:17-18.
2.1.6
UM ABISMO CHAMA OUTRO ABISMO.
Esta
observação pode ser um caminho para o pecado e também uma
consequência de infidelidade. O caminho para o pecado é um
processo. A queda segue um roteiro gradual até o fim. Depois de
consumado, não há como resolver sem a disciplina de Deus. Cada vez
que Davi tentou resolver os problemas, as coisas pioraram ainda mais.
Ele cometeu adultério com Bate Seba. Quando soube que ela estava
grávida, mandou chamar o marido para tentar esconder o filho. É
obvio que a intenção de Davi era que Urias se deitasse com ela e
tudo ficasse resolvido. Como essa ideia não deu certo, por causa da
lealdade de Urias, Davi matou Urias pela espada dos filhos de Amon.
Mandou-o de volta com a carta que o enviaria à frente da batalha.
Urias seria morto e Davi poderia fica assim com sua mulher.
Mas
Deus tudo vê. O Senhor mandou Natã para ter com Davi. Davi foi
perdoado, mas pagou um alto preço na sua vida por causa daquele
pecado. A vida familiar de Davi foi tumultuada completamente até o
final da sua vida. O filho fruto do adultério adoeceu e veio a
falecer. É triste ver onde foi parar um servo de Deus tão especial,
que mesmo assim foi chamado “homem segundo o coração de Deus”
(Atos 13:22). “Bem-aventurado
o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado,
receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.
Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não
pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é
tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;
então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o
pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:12-15). Veja também Salmo 42:7.
3.
CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE FIDELIDADE
O
que mais poderíamos lembrar sobre a importância de permanecer fiéis
aos compromissos feitos um ao outro na presença de Deus? A
fidelidade conjugal continua sendo um dos maiores desafios do
matrimônio nos dias de hoje. Diante desse grande desafio deixaremos
aqui alguns conselhos finais.
3.1
FORTALEÇA SEU CASAMENTO.
O
relacionamento que está forte passa por tentações e lutas, mas tem
muito mais possibilidade de superar cada dificuldade. Invista no seu
casamento e no seu cônjuge e a porta vai permanecer fechada.
Dedique-se um ao outro com todo amor e carinho.
3.2
FAÇA DO SEU CÔNJUGE SEU MELHOR AMIGO.
Faça
do seu esposo ou esposa seu melhor amigo ou amiga. Crie um ambiente
de confiança e sinceridade. Não tenha medo de abrir o coração
para pedir ajuda, antes de cair. Cuidado ao se tornar confidente de
pessoa de outro sexo. Quando o relacionamento está forte e aberto
haverá confiança para contar tudo um ao outro.
3.3
FUJA DE CAMINHOS QUE POSSAM LEVAR SEU CASAMENTO PARA O ADULTÉRIO.
Muito
cuidado com coisas pequenas que podem se tornar grandes problemas. A
pornografia é de acesso mais fácil hoje em dia, portanto cuidado
para não preencher a mente com desejos sexuais que podem estimular a
busca de sexo fora do casamento. Cuidados com os perigos da internet:
Salas de bate-papo; clubes para encontros, grupos de relacionamento e
outros. Fuja das pequenas coisas antes que elas se tornem
incontroláveis.
Assim, que Deus nos ajude a cada momento!
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