quarta-feira, junho 07, 2017

Uma lembrança que deixa nossos corações emocionados e nossos olhos cheios de lágrimas. Essa era dona Alcy. Viveu para espalhar o bom perfume de Cristo. Ela amou cada um de seus netos com um amor inesquecível. Saudades!

sábado, outubro 15, 2016

COMO EDUCAR NOSSOS FILHOS?



COMO EDUCAR NOSSOS FILHOS?

Educação dos filhos é uma das maiores tarefas dadas por Deus para a humanidade. Este é o objetivo maior da família, multiplicar e encher a terra. Fazer isso não é apenas o ato de multiplicação da humanidade, mas uma grande missão de Deus para o homem.
O caminho para uma vida feliz no lar passa por uma relação harmoniosa entre pais e filhos. A base dessa harmonia está na sequência analisado no capítulo primeiro quando estudamos os papéis do homem e da mulher.
“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.” (Efésios 6:1-4).
Este texto acompanha o mesmo princípio do contexto anterior de Efésios 5:21 “sujeitando-se uns aos outros no temor de Cristo”. Ou seja, Antes de falar dos relacionamentos o apóstolo Paulo institui o padrão bíblico para viver em harmonia – a submissão um ao outro. O caminho que Deus oferece é sujeitar-se um ao outro espontaneamente, para o bem de todos e para a glória de Deus.
É importante relembrar que esta sujeição ou submissão é uma atitude que está ligada à plenitude do Espírito - E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18). Esta plenitude tanto abre as portas para que o Espírito tome conta completamente da vida como é uma evidência clara que a pessoa está sob o controle de Deus.
Arrogância, altivez, soberba e egoísmo são atitudes de pessoas completamente vazias de Deus. Por outro lado, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, humildade, mansidão e domínio próprio são atitudes de uma pessoa cheia do Espírito Santo de Deus.
Pais e filhos cristãos devem viver dentro dessa esfera da ação do Espírito para que haja plena harmonia no lar. Vamos estudar o que a Palavra de Deus nos ensina sobre a atitude dos filhos e pais.
1. PRINCÍPIOS BÍLICOS SOBRE OBEDIÊNCIA.
“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo” (Efésios 6:1). É notável que Paulo escreve diretamente aos filhos, ele não escreve pedindo que os pais façam os filhos obedecerem, mas fala diretamente aos filhos. Isso mostra que filhos, ainda quando crianças, também são parte integrante da Igreja de Cristo. A obediência aos pais é um mandamento bíblico que começa no Velho Testamento e continua da mesma forma no Novo Testamento. Na verdade podemos afirmar que faz parte da lei moral que nunca deixou de existir. Os filhos devem prestar toda obediência aos pais.
1.1 – A OBEDIÊNCIA É FEITA NO SENHOR.
É um ato de obediência feito no ambiente que o Senhor cria: a família, a Igreja. É o princípio da sujeição um ao outro no Espírito Santo de Deus. A ordem de Deus para a família cristã. Os filhos obedecem aos pais no Senhor, sob a direção de Deus. Os pais foram colocados sobre os filhos, mas não devem se esquecer que estão sob a orientação de Deus – o pai celestial. Em Romanos 1:28-32 a Palavra de Deus inclui a desobediência aos pais entre os pecados praticados por aqueles que não servem a Deus: E o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável para praticarem cousas inconvenientes. cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Portanto, a obediência aos pais também é um sinal evidente daqueles que servem a Deus.
1.2 – A OBEDIÊNCIA É UM DEVER NATURAL.
Obediência dos filhos para com os pais é um ato legal da própria natureza que Deus criou. A obediência que se deve aos pais é fruto da ordem legal que Deus instituiu. Pode-se observar que até no mundo natural os animais quando são novos são instruídos e guiados pelos pais. “Filho meu, ouve o ensino de teu pai, e não deixes a instrução de tua mãe” (Provérbios 1:8) e “O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão” (Provérbios 13:1).
1.3 – A OBEDIÊNCIA É UM MANDAMENTO DE DEUS.
O apóstolo Paulo cita a lei moral dizendo que obediência aos pais é um mandamento de Deus. Obedecer aos pais é o quarto mandamento da lei – Êxodo 20:12. Uma colocação importante lembrada pelo apóstolo Paulo é o fato de ser o único mandamento que vem seguido de uma promessa: “para que se prolonguem os seus dias sobre a terra”. Podemos ver que a lei moral nunca deixou de existir. A mesma ordem dada a Moisés no Velho Tetamento é confirmada pelo apóstolo Paulo, agora na Nova aliança. Este é o único caminho da graça de Deus. Obediência e vida longa sobre a terra. Vejamos também Provérbios 4:10: “Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida”.
2. PRINCÍPIOS BÍLICOS SOBRE DISCIPLINA.
“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos a ira, mas criai-vos na disciplina do Senhor” (Efésios 6:4). A Palavra apostólica também oferece limite para a autoridade dos pais sobre os filhos. Provocar a ira dos filhos significa um erro na disciplina causando rebeldia e desrespeito dos filhos para com os pais. Alguns princípios podem ser claramente observados aqui.
2.1 – OS PAIS DEVEM ESTABELECER LIMITES PARA OS FILHOS.
Disciplinar é treinar. É preparar para a vida e para a vida mesmo após a morte dos pais. Deixe seu filho preparado para a realidade da vida fora de casa, uma realidade que somente os pais conhecem. Melhor que os pais estabeleçam limites para que a autoridade legal ou policial venha fazê-lo mais tarde. A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Provérbios 29:15) e “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12:11).
2.2 – OS PAIS DEVEM DISCIPLINAR OS FILHOS COM SABEDORIA.
A disciplina é necessária, mas deve ser feita com sabedoria e prudência. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” e “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” (Provérbios 22:6,15).
Como devemos disciplinar nossos filhos? Alguns conselhos práticos:
  1. Começando mais cedo teremos menos trabalho no futuro.
  2. Cuidado com promessas que não vão ser cumpridas.
  3. Cuidado com a chantagem para conseguir sucesso na educação.
  4. Cuidado com a presença da mentira na educação dos filhos.
  5. Cuidado com a incoerência entre a ordem do pai e da mãe.
2.3 – OS PAIS NÃO DEVEM IMPOR AOS FILHOS NORMAS QUE NÃO CONSEGUEM CUMPRIR. É NECESSÁRIO SER EXEMPLO.
O maior desafio na educação dos filhos é a questão do modelo que os filhos não encontram nos pais. Educar é mostrar o caminho, mesmo que com a realidade da dificuldade de fazer o certo. Tiago escreve falando da dificuldade que algumas pessoas tem de serem praticantes da Palavra e não somente ouvintes. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tiago 1:23-25).
2.4 – OS PAIS NÃO DEVEM EXCEDER NA DISCIPLINA.
Há uma grande discussão em torno da lei da palmada. A questão gira em torno da proteção da parte mais frágil. Mas a Escritura é clara e orienta sobre essa situação. Não é necessário violência física excessiva. Mas é importante mostrar quem manda, quem está no controle, mas isso sem exagerar na carga física. “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo” (Provérbios 19:18).
Como fazer disciplinar sem exceder? Algumas sugestões práticas.
  1. Disciplinar é diferente de espancar o filho.
  2. Os filhos devem saber sempre por que estão sendo disciplinados.
  3. Não disciplinar os filhos em momentos de raiva.
  4. Cada etapa da vida tem seu tipo de castigo. 
2.5 – OS PAIS NÃO DEVEM SE ESQUECER QUE PRESTARÃO CONTAS AO PAI CELESTIAL.
Há uma relação profunda entre disciplina que aplicamos em nossos filhos e aquilo que nosso Pai celestial faz conosco. Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o SENHOR, teu Deus” (Deuteronômio 8:5). Deus é sábio e nos disciplina para nos fazer crescer na fé e para vivermos melhor a cada dia. É muito doloroso receber disciplina do Senhor, mas é um sinal claro de amor e certeza de paternidade divina. Então, devemos tratar nossos filhos como nosso Pai nos trata, levando-nos a ter uma vida próspera de valores.
É o mesmo princípio encontrado no livro do sábio Salomão:Filho meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da sua repreensão. Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:11-12).
Também não podemos fugir da realidade de que nossos filhos não nos pertencem, mas são vidas preciosas que Deus colocou em nossas mãos para serem treinadas por nós. Sejamos fiéis cumprindo essa primeira missão que Deus nos concedeu. A família é o nosso primeiro e maior campo missionário.
Encerro citando a linda frase do escritor Português José Saramago, Nobel de Literatura em 1998 que faleceu em 2010: “Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo”.
Deus nos ajude! A Ele toda glória!

domingo, outubro 09, 2016

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA


A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA

Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais do campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome. Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne. E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam” (Gênesis 2:18-25).
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis 1:26-29).

O texto sagrado nos mostra, nos primórdios da criação da humanidade, a formação da primeira família. Deus soberano que pelo conselho eterno da sua vontade criou tudo que existe e formou o homem. Do homem criou a mulher e os uniu e abençoou para que pudessem ser mais do que um simples casal, eles formaram a família. Esta verdade bíblica pode ser endossada por homens estudiosos na história da humanidade, como de maneira muito sábia escreve, no livro Do Contrato Social, o filósofo francês Jean Jacques Rousseau sobre a família: “A família é a mais antiga das sociedades, e também a única natural”. Nessa perspectiva bíblica e teocêntrica, vamos observar os principais ensinamentos sobre a família.

1. A FAMÍLIA É UMA ENTIDADE INSTITUÍDA POR DEUS

Em Gênesis 1:27 lemos: “Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Podemos constatar nesse verso do capítulo primeiro que Deus mesmo criou o homem à sua imagem. O texto seguinte narra que Deus viu que o homem estava só e criou a mulher e a deu ao homem. O Próprio homem constatou que a mulher é parte dele mesmo. Osso dos meus ossos e carne da minha carne. Este é o mistério maravilhoso do casamento, a verdadeira união de duas pessoas como uma só carne.
A família é uma entidade instituída pelo próprio Deus. É uma graça comum a todos os seres humanos. É uma instituição em que um homem e uma mulher vivem juntos como uma só carne e, em amor, criam seus filhos. É Importante também afirmar que o texto bíblico fala claramente que a família é formada por um homem e uma mulher. Não podemos aceitar uma família natural e abençoada por Deus que seja formada por dois homens ou duas mulheres. Esse é um assunto que deve ser tratado com prudência e respeito, mas nós cristãos que adotamos a Bíblia como referencial absoluto não precisamos ter medo de afirmar e ensinar essa verdade registrada na Escritura. A bíblia mostra que a família criada por Deus é formada por um casal, homem e mulher. Outros procedimentos diferentes estão fora dos padrões estabelecidos por Deus, como lemos na carta do apóstolo Paulo aos Romanos: “Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 1:26-32).

2. QUAIS OS PROPÓSITOS DE DEUS AO CRIAR A FAMÍLIA?

2.1 VIVER UM RELACIONAMENTO EM AMOR.

Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Alguém já disse que o homem não é uma ilha e precisa se relacionar com seus semelhantes. O homem não foi criado para viver só, mas para formar uma sociedade, uma família. Antes da criação da mulher o homem estava apenas na companhia dos animais. Esta amizade não foi suficiente para fazer o homem realizado e feliz, por isso Deus criou a mulher e mostrou a importância da família. Esse foi o primeiro propósito de Deus quando uniu homem e mulher: suprir uma carência de relacionamento que havia no ser humano.
Grandes estudiosos das ciências humanas têm desenvolvido estudos nessa área. Ótimos livros e filmes sempre abordam essa necessidade humana de viver em sociedade. Portanto, como seres relacionais que somos, precisamos viver juntos desenvolvendo nossas vidas dia a dia. Este é um propósito da criação da família: relacionamento humano em amor – Salmo 133:1.

2.2 VIVER PARA COMPLETAR UM AO OUTRO.

...far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” e “...Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne” (Gênesis 2:18 e 21). O casamento foi criado também diante de uma impossibilidade de o homem se completar apenas com o convívio com os animais. Deus retirou um pedaço do homem e formou a mulher. Deus retirou uma das costelas de Adão e fez a mulher. Numa linguagem bem poética, geralmente recitada em casamentos, lembramos que Deus retirou o pedaço do homem do lugar perfeito, não retirou nenhum pedaço da cabeça para que a mulher não viesse ser superior ao homem, nem tão pouco retirou nenhum pedaço da parte de baixo para que a mulher fosse inferior ou menor, mas retirou uma das costelas que fica ao lado para que a mulher pudesse ser a verdadeira companheira, para andar junto e completar o seu companheiro.
A palavra usada no texto é ajudadora e significa companheira, parceira. É clara a intenção de Deus em dar ao homem alguém que o completasse e o ajudasse na sua vida. A esposa é esta pessoa escolhida para se realizar com seu o marido. São esses os sonhos de quem procura alguém para se casar. Alguém para compartilhar a vida. Complementação de um com o outro. Este também é o propósito maravilhoso do casamento.

2.3 VIVER EM UNIDADE E HARMONIA.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. (Gênesis 1:26,27). Constatamos aqui um dos bons argumentos em favor da Trindade. Nesse plural do verso 26 podemos entender que, de forma diferente da criação do universo e dos animais quando apenas Deus num todo é citado dando a palavra de ordem para a existência de tudo que foi criado, aqui é mencionado um plural “façamos” que nos conduz à certeza de que o ser humano é o ponto alto da criação de Deus. A criação do ser humano foi uma ação da Trindade divina. E ainda mais, o texto também descreve a maneira como Deus fez o homem. Deus formou o homem do barro e soprou nas narinas o espírito para que este passasse a ter vida.
Desta maneira podemos afirmar que Deus instituiu a família para ter completa unidade e harmonia. Sendo o homem à imagem e semelhança de Deus, a família deveria ser um reflexo da própria Trindade. Existe em Deus Pai, Filho e Espírito Santo unidade e perfeita harmonia e Ele criou a família como imagem dessa Trindade divina.

2.4 VIVER EM FIDELIDADE E PUREZA.

Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”(Gênesis 2:23). Quando o homem faz a afirmação que “essa é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne” ele demonstra surpresa, alegria e satisfação pela bênção da mulher, como criação de Deus. Temos de entender que este fato se deu antes da queda e do aparecimento do pecado. Após a queda encontramos toda sorte de erros e desajustes humanos: homossexualidade, bigamia, homicídios, violências.
O casamento é o abrigo seguro que Deus oferece aos seus filhos contra a promiscuidade e impureza. Fidelidade e pureza também foram propósitos de Deus ao criar o casamento. Com certeza Deus estava instituindo o caminho para a felicidade do homem que se dedica completamente à sua mulher e vice-versa. Vale a pena citar o texto do livro de Provérbios sobre esse assunto: “Bebe a água da tua própria cisterna, e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam as tuas fontes para fora, e pelas ruas os ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos juntamente contigo. Seja bendito o teu manancial; e regozija-te na mulher da tua mocidade”(Provérbios 5:16-18).
Diante do crescimento das doenças sexualmente transmissíveis há uma campanha do governo que incentiva casais a se prevenirem usando preservativos, inclusive para casais casados em suas relações sexuais. Melhor é a campanha do Ministério Casados Para Sempre que diz: “Deus inventou o sexo seguro e o chamou de casamento”.

2.5 ENTENDER QUE É NECESSÁRIO A SEPARAÇÃO DOS ANTIGOS LAÇOS FAMILIARES.

Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gênesis 2:24). Com toda certeza, as únicas pessoas que não tiveram de passar pela experiência de deixar pai e mãe para formarem sua própria família foram Adão e Eva. Também não tiveram sogras nem cunhados. Mas daí em diante o casamento se tornou a maneira da multiplicação familiar. O casamento é um rompimento com os velhos laços familiares e isso tem a sua importância para formação da família. Esta independência não é uma ruptura com distância, inimizade ou fuga, mas é o caminhar de um casal que deve tomar suas próprias decisões. Mesmo que ainda haja uma ligação emocional ou até mesmo financeira (em alguns casos) a nova família não se deve deixar influenciar e tem todo direito, com a bênção de Deus, de tomar suas próprias decisões e seguir o seu próprio caminho.

2.6 PARTICIPAR DA PROCRIAÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA.

Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a” (Gênesis 1:27,28). Não há dúvida que este seja o principal propósito da criação da família e do casamento: a procriação. Deus fez o ser humano apenas homem e mulher e os fez assim para procriarem, para se multiplicarem. Diga-se de passagem que o melhor argumento bíblico contra o homossexualismo é a própria natureza da criação de Deus. Não há como um casal homossexual procriar. Este ato deve se dar pelos meios naturais que Deus fez de forma perfeita e maravilhosa. O mundo de hoje, contaminado pelo pecado não enxerga esses aspectos e sofre as consequências de tudo isso. Então, o alvo principal do casamento é ter filhos e isso ainda é um desafio que naturalmente entristece os casais que não conseguem esse objetivo. Há várias histórias bíblicas sobre filhos que só vieram com a ajuda especial de Deus. Sara, Rebeca, Lia, Ana são exemplos de mães que só tiveram filhos com uma intervenção miraculosa de Deus.

Para concluir podemos reafirmar aqui a importância da família. Quais os propósitos de Deus ao criar uma família? A família é uma instituição criada por Deus com o propósito de viver um relacionamento humano em amor, viver para completar um ao outro, viver em unidade e harmonia, viver em fidelidade e pureza, entender que é necessário uma separação dos antigos laços familiares e participar da procriação da espécie humana.

Então, valorize muito sua família e proteja bem sua casa. Saiba que ela é uma bênção de Deus. Entenda que esse é o primeiro propósito de Deus para sua vida, viver bem em família. Procure seguir os verdadeiros princípios que regem a família e não tenha medo de ensinar aos filhos. A verdadeira felicidade está nas coisas simples e básicas da vida familiar. Fica aqui o desafio: Deus está pronto a renovar nossa vida a começar por nossas famílias. Abra totalmente a porta da sua casa para recebê-lo e Ele estará sempre presente: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”(Apocalipse 3:20).

Assim, que Deus nos ajude!


domingo, setembro 25, 2016

I ENCONTRO DE CASAIS NO MINISTÉRIO MAIS DE DEUS



Registramos algumas fotos do primeiro encontro de casais do Ministério Mais de Deus que aconteceu nos dias 23 a 25 de setembro no Ministério Mais de Deus. Com participação de 81 casais e com o tema: Mais de Deus e Menos de nós. No sábado a tarde estivemos conduzindo o seminário sobre a importância da Comunicação no Lar. Foi um evento maravilhoso! Muitos casamentos foram restaurados pelo poder da Palavra de Deus. A Ele toda glória!

terça-feira, setembro 20, 2016

O PACTO DE LAUSANNE



Pacto de Lausanne

Sumário
Introdução
1. O Propósito de Deus
2. A Autoridade e o Poder da Bíblia
3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo
4. A Natureza da Evangelização
5. A Responsabilidade Social Cristã
6. A Igreja e a Evangelização
7. Cooperação na Evangelização
8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização
9. Urgência da Tarefa Evangelística
10. Evangelização e Cultura
11. Educação e Liderança
12. Conflito Espiritual
13. Liberdade e Perseguição
14. O Poder do Espírito Santo
15. O Retorno de Cristo
Conclusão

Introdução:
Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.

1. O propósito de Deus.
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

2. A autoridade e o poder da Bíblia.
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

3. A unicidade e a universalidade de Cristo.
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

4. A natureza da evangelização.
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

5. A responsabilidade social cristã.
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

6. A Igreja e a evangelização.
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

7. Cooperação na evangelização.
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

8. Esforço conjugado de Igrejas na evangelização.
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.

9. Urgência da tarefa evangelística.
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

10. Evangelização e cultura.
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

11. Educação e liderança.
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

12. Conflito espiritual.
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.

13. Liberdade e perseguição.
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável.

14. O poder do Espírito Santo.
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

15. O retorno de Cristo.
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

Conclusão.

Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia! [Lausanne, Suíça, 1974].

terça-feira, setembro 13, 2016

PROJETO SOCIAL SACANDO PARA VENCER

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Esse é o Projeto Social Sacando para vencer em Primavera do Leste - MT. Estive lá no final de 2015 levando várias raquetes para ajudar esse trabalho maravilhoso realizado pelo meu grande amigo Professor Pedro Nunes, conhecido como Pedrão. Creio que atitudes assim podem ajudar a fazer um mundo melhor para várias pessoas carentes. Precisamos aprender a fazer o bem, custe o que custar. Esse é o chamado que recebemos de Deus para amar o próximo sem distinção e com toda disposição. No fim de 2016 haverá outra oportunidade para doações de raquetes. 


Esse foi o torneio Raquete de ouro com doações de raquetes usadas para o Projeto Sacando para Vencer em 2015. Lá estivemos doando 14 raquetes. O Professor Pedro é o terceiro da esquerda para a direita e os demais na foto são participantes do Projeto. Quem desejar ajudar com qualquer quantia financeira ou materiais ainda utilizáveis entre em contato aqui nos comentários (abaixo) e levaremos a sua ajuda. Deus seja louvado por mais uma iniciativa tão linda!

sábado, setembro 10, 2016


Quando estou abraçando meu neto Rafael eu sinto como se estivesse tocando meu pai e minha mãe que já não estão entre nós, pois estão com nosso Pai Celestial. Há tanta gente que já se foi e que eu gostaria de conversar e abraçar agora. Bem, aproveite para amar e tocar em quem está perto de você e faça isso com toda intensidade. Amar sempre vale a pena!