domingo, setembro 25, 2016

I ENCONTRO DE CASAIS NO MINISTÉRIO MAIS DE DEUS



Registramos algumas fotos do primeiro encontro de casais do Ministério Mais de Deus que aconteceu nos dias 23 a 25 de setembro no Ministério Mais de Deus. Com participação de 81 casais e com o tema: Mais de Deus e Menos de nós. No sábado a tarde estivemos conduzindo o seminário sobre a importância da Comunicação no Lar. Foi um evento maravilhoso! Muitos casamentos foram restaurados pelo poder da Palavra de Deus. A Ele toda glória!

terça-feira, setembro 20, 2016

O PACTO DE LAUSANNE



Pacto de Lausanne

Sumário
Introdução
1. O Propósito de Deus
2. A Autoridade e o Poder da Bíblia
3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo
4. A Natureza da Evangelização
5. A Responsabilidade Social Cristã
6. A Igreja e a Evangelização
7. Cooperação na Evangelização
8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização
9. Urgência da Tarefa Evangelística
10. Evangelização e Cultura
11. Educação e Liderança
12. Conflito Espiritual
13. Liberdade e Perseguição
14. O Poder do Espírito Santo
15. O Retorno de Cristo
Conclusão

Introdução:
Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.

1. O propósito de Deus.
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

2. A autoridade e o poder da Bíblia.
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

3. A unicidade e a universalidade de Cristo.
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

4. A natureza da evangelização.
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

5. A responsabilidade social cristã.
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

6. A Igreja e a evangelização.
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

7. Cooperação na evangelização.
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

8. Esforço conjugado de Igrejas na evangelização.
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.

9. Urgência da tarefa evangelística.
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

10. Evangelização e cultura.
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

11. Educação e liderança.
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

12. Conflito espiritual.
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.

13. Liberdade e perseguição.
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável.

14. O poder do Espírito Santo.
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

15. O retorno de Cristo.
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

Conclusão.

Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia! [Lausanne, Suíça, 1974].

terça-feira, setembro 13, 2016

PROJETO SOCIAL SACANDO PARA VENCER

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Esse é o Projeto Social Sacando para vencer em Primavera do Leste - MT. Estive lá no final de 2015 levando várias raquetes para ajudar esse trabalho maravilhoso realizado pelo meu grande amigo Professor Pedro Nunes, conhecido como Pedrão. Creio que atitudes assim podem ajudar a fazer um mundo melhor para várias pessoas carentes. Precisamos aprender a fazer o bem, custe o que custar. Esse é o chamado que recebemos de Deus para amar o próximo sem distinção e com toda disposição. No fim de 2016 haverá outra oportunidade para doações de raquetes. 


Esse foi o torneio Raquete de ouro com doações de raquetes usadas para o Projeto Sacando para Vencer em 2015. Lá estivemos doando 14 raquetes. O Professor Pedro é o terceiro da esquerda para a direita e os demais na foto são participantes do Projeto. Quem desejar ajudar com qualquer quantia financeira ou materiais ainda utilizáveis entre em contato aqui nos comentários (abaixo) e levaremos a sua ajuda. Deus seja louvado por mais uma iniciativa tão linda!

sábado, setembro 10, 2016


Quando estou abraçando meu neto Rafael eu sinto como se estivesse tocando meu pai e minha mãe que já não estão entre nós, pois estão com nosso Pai Celestial. Há tanta gente que já se foi e que eu gostaria de conversar e abraçar agora. Bem, aproveite para amar e tocar em quem está perto de você e faça isso com toda intensidade. Amar sempre vale a pena!

sexta-feira, setembro 09, 2016

FIDELIDADE CONJUGAL

Saboreando o melhor vinho

Fundamentos cristãos para a família


FIDELIDADE CONJUGAL


O tema fidelidade conjugal é sobremodo importante para nosso estudo. Com certeza a infidelidade conjugal é a consequência final de uma aliança quebrada no casamento. Casais que passam por esta experiência sabem e compartilham uma grande decepção e frustração no casamento. Não é fácil recomeçar um relacionamento e renovar a aliança novamente depois da experiência da infidelidade. A Bíblia é o livro que mostra o amor e a justiça de Deus e não esconde nenhum ponto da limitação e dos defeitos do ser humano. Vamos estudar a fidelidade conjugal na perspectiva bíblica sem rodeios e na certeza de que esse é um dos maiores desafios da vida conjugal no mundo pós-moderno.

1. PRINCÍPIOS BÍBLICOS SOBRE FIDELIDADE.

Alguns textos da Escritura nos oferecem grandes lições e ensinamentos. O profeta Malaquias escreveu uma exortação muito forte de Deus condenando a infidelidade: Ainda fazeis isto: cobris o altar do Senhor de lágrimas, de choros e de gemidos, porque ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão. Todavia perguntais: Por que? Porque o Senhor tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, para com a qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência o seu vestido; portanto cuidai de vós mesmos, diz o Senhor dos exércitos; e não sejais infiéis”. (Malaquias 2:13-16).

Este assunto é muito forte na Escritura. A Bíblia menciona fidelidade em quase todos os seus livros, de todas as maneiras. Encontramos pessoas que foram fiéis, como José no Egito e também pessoas que passaram pela decepção de cometerem adultério, como Davi. Servos de Deus também foram fiéis a Deus até a morte e outros quebraram a aliança do Senhor e receberam a merecida punição. Vejamos alguns aspectos da fidelidade.

1.1 FIDELIDADE É A PRINCIPAL PROMESSA DO CASAMENTO.
“Porque o Senhor tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, para com a qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança”(Malaquias 2:14). Podemos constatar que a fidelidade é a primeira promessa feita nos compromissos do casamento. Fidelidade significa também lealdade e dedicação exclusiva. Quando um casal promete fidelidade está prometendo ser fiel até a morte. É um compromisso muito sério e importante para o casal e para uma vida conjugal bem-sucedida.
Quando há infidelidade no casamento há uma quebra da aliança e há um desagrado de Deus. Com toda certeza o casal infiel colhe os amargos frutos de uma vida sem a bênção de Deus.
Na carta que Deus mandou o profeta Jeremias escrever explicando sobre a condenação e as razões pela qual Deus permitiu que seu povo fosse disciplinado pelos babilônios há uma menção expressa do peso da mão de Deus sobre algumas pessoas que cometeram infidelidade no casamento e profetizando falsas profecias. “E por causa deles será formulada uma maldição por todos os exilados de Judá que estão em Babilônia, dizendo: O Senhor te faça como a Zedequias, e como a Acabe, os quais o rei de Babilônia assou no fogo; porque fizeram insensatez em Israel, cometendo adultério com as mulheres de seus próximos, e anunciando falsamente em meu nome palavras que não lhes mandei. Eu o sei, e sou testemunha disso, diz o Senhor” (Jeremias 29:22,23). Adultério é infidelidade e infidelidade é insensatez.

Existem alguns casais que se dizem adeptos do que chamam de “casamento aberto”, ou como podemos dizer “casamento sem fidelidade”. Nesse tipo de relação há uma tolerância para que o parceiro possa ter casos com outras pessoas, sem perder o vínculo de estabilidade do casal.
Este tipo de relação maligna jamais poderá ser chamada de casamento. É um sintoma bem claro da fraqueza moral dos ímpios. Absolutamente, é um comportamento de pessoas sem princípios cristãos. Infelizmente muitos estão vivendo desta maneira. Estes preferem viver somente para si mesmos e para seus prazeres. O Casamento com princípios cristãos feito na presença de Deus implica união verdadeira. União verdadeira implica fidelidade. O casamento aberto não passa de uma grande farsa.“Não adulterarás” e “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”(Êxodo 20:14,17). 

Os dez mandamentos é um resumo básico da lei moral dada por Deus e ainda é um padrão de vida que deve ser obedecido de coração pelos cristãos. É clara a ordem divina obrigando a fidelidade é não permitindo a cobiça do cônjuge alheio. Desta forma, podemos concluir que o casamento fundamentado na Escritura é marcado por fidelidade e lealdade ampla e absoluta. O casal que deseja contar com a bênção de Deus deve ser fiel aos seus compromissos matrimoniais. Fidelidade conjugal é a maior prova de amor, de dedicação exclusiva.

1.2 EXISTE UMA RELAÇÃO PROFUNDA ENTRE FIDELIDADE NO CASAMENTO E FIDELIDADE A DEUS.
De maneira bem clara há uma profunda relação entre fidelidade no casamento e fidelidade a Deus. Encontramos várias passagens bíblicas que reforçam essa relação. Aqui temos uma palavra de Deus através do profeta Jeremias. “Deveras, como a mulher se aparta aleivosamente do seu marido, assim aleivosamente te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o Senhor. Nos altos escalvados se ouve uma voz, o pranto e as súplicas dos filhos de Israel; porque perverteram o seu caminho, e se esqueceram do Senhor seu Deus. Voltai, ó filhos infiéis, eu curarei a vossa infidelidade. Responderam eles: Eis-nos aqui, vimos a ti, porque tu és o Senhor nosso Deus”(Jeremias 3:20-23).

Diante de Deus a infidelidade no casamento é uma forma de infidelidade para com o Senhor. Porém, quando Israel virava as costas para o Senhor e adorava a outros deuses, Israel estava cometendo adultério. Ou seja, quando adoramos outro deus estamos sendo infiéis para com o nosso Deus. Adorar outro deus é valorizar mais outra coisa do que o Senhor.
Qualquer forma de pecado é uma ação de infidelidade. Por isso quando obedecemos ao Senhor agradamos ao nosso Deus. Este é o verdadeiro culto que agrada a Deus: a obediência – fidelidade (I Samuel 15:22).

Há um exemplo maravilhoso de fidelidade a Deus na história dos patriarcas de Israel. José, filho de Jacó foi vendido pelos seus irmãos como escravo aos Ismaelitas e depois de algum tempo foi vendido para um oficial egípcio chamado Potifar. Na casa de Potifar José, que sempre foi um homem abençoado por Deus, a despeito de sua vida de sofrimento, se tornou próspero nas ações que fazia e foi colocado como administrador dos bens de seu patrão. A mulher de Potifar se interessou por José e começou a assediá-lo. José nega a proposta daquela mulher deixando uma grande lição sobre fidelidade ao Senhor. “E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os olhos em José, e lhe disse: Deita-te comigo. Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe o que está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem; ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?” (Gênesis 39:7-9). Fidelidade no casamento e lealdade a Deus se relacionam profundamente. José foi fiel porque não queria pecar contra o Senhor. Ele pagou um alto preço por essa fidelidade e foi preso. Mas o Senhor estava com ele.

A pregação dos profetas no Velho Testamento é a mensagem de arrependimento. O povo estava sendo infiel e precisava mudar de vida. O povo de Deus estava se esquecendo do Senhor e agindo com idolatria. Além de adorarem a outros deuses havia violência e injustiças – Habacuque 1:2-4. Por causa de infidelidade para com Deus, o Senhor os entregou nas mãos dos seus inimigos. Em 586 A.C. o Povo de Israel foi atacado pelos babilônios, o templo foi destruído, foram levados com escravos e humilhados. Tudo isso como consequência de infidelidade.

Um fato muito forte é a ordem que Deus deu ao profeta Oséias. Quando o Senhor falou no princípio por Oséias, disse o Senhor a Oséias: Vai, toma por esposa uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, apartando-se do Senhor” (Oséias 1:2). Deus mandou que ele se casasse com uma prostituta e tivesse vários filhos com ela. Deus usa esse fato para falar da infidelidade do povo e da fidelidade de Deus.

2. APRENDENDO HOJE COM A HISTÓRIA DE DAVI

O texto de II Samuel 11:1 a 12:15 conta a história do pecado do rei Davi. Ele havia sido escolhido rei para substituir Saul que foi desobediente com a palavra de Deus. Durante muito tempo Davi esperou chegar a hora que assumiria o trono de Israel. Quando esse tempo chegou, após a morte de Saul, ele finalmente pôde reinar sobre Israel.

A história conta que numa das guerras de Israel contra os filhos de Amon Davi resolveu ficar em Jerusalém e numa tarde quando passeava no terraço da casa real viu uma mulher tomando banho e sentiu-se atraído pela beleza dela. Ele mandou trazê-la e se deitou com ela. Algum tempo depois ela mandou avisar a Davi que estava grávida. Então o rei Davi mandou chamar Urias, o marido, que estava na guerra. Com certeza Davi queria que Urias se deitasse com sua mulher para que pudesse esconder o filho que ela esperava dele. Urias se recusou a ficar em sua casa e deitar-se com sua mulher por causa de lealdade com seus companheiros de batalha. Então, Davi mandou Urias de volta ao campo de batalha com uma carta, que sem ele saber era sua sentença de morte. Na carta para o comandante Joabe o rei pedia que Urias fosse colocado na frente da batalha. Isto aconteceu como Davi pediu e Urias foi morto na peleja. Após a morte de Urias e terminado o pranto por sua mulher, Davi a trouxe para o palácio. Ela chamava-se Bate Seba.

Algum tempo depois o Senhor enviou o profeta Natã a Davi e este o exortou do seu pecado. Davi ficou abatido e arrependeu de seu pecado, porém Deus avisou que o reino de Davi seria tumultuado por causa de conflitos dentro da sua própria casa. Sabemos que isto aconteceu, inclusive com a morte da criança fruto do adultério do rei. O pecado é perdoado, mas as consequências deste ficam e são muito fortes.

2.1 OS PASSOS NO CAMINHOS PARA A QUEDA.
Vamos analisar a seguir algumas atitudes que contribuíram para a o pecado de adultério do rei Davi. Podemos ver que são eventos que acontecem também com as mulheres que também são tentadas nessa área.

2.1.1 OCIOSIDADE.
Havia uma guerra, mas Davi permaneceu em Jerusalém. Mesmo diante de um desafio tão importante para o reino ele estava distante. Numa tarde, ele se levantou de sua cama e foi andar pelo terraço do palácio. É nessa hora que ele vê a mulher tomando banho. Apropriadamente há um adágio bem conhecido que diz “Mente vazia é oficina de Satanás”. Esta é uma grande verdade. Por isso que o apóstolo Paulo adverte aos irmãos em Filipenses 4:8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Muitos casamentos correm grande perigo quando um dos cônjuges deixa espaço na sua vida para o inimigo. A internet, que tem grande utilidade no mundo de hoje, pode ser uma porta aberta para um adultério dentro de nossas casas. Muito cuidado!

2.1.2 O ENGANO DA INVULNERABILIDADE.
Davi pensava que era invulnerável, que era inatingível, que não podia ser derrubado. É assim que pensam muitas pessoas que caem nessa cilada. Elas se sentem fortes e acham que conseguem fugir no momento certo. Muitas pessoas vão brincando com a tentação, vão levando essa relação em “banho maria”. Quando a água ferver não haverá como fugir. Infelizmente, achando que são fortes e invulneráveis se tornam presas fáceis. O apóstolo Paulo adverte: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia”(I Coríntios 10:12). Diante de qualquer tentação e contato com a proposta do inimigo, a ordem de Deus é clara e direta: foge! I Timóteo 6:11 e II Timóteo 2:22.

2.1.3 ATRAÇÃO FATAL POR MEIO DO INSTINTO.
Davi viu uma mulher tomando banho e ela era mui bonita. A atração sexual do lado masculino vem de forma mais forte pela visão. A mulher já seria mais atraída por uma conquista verbal, uma boa conversa. Geralmente, a tentação vem e ataca atuando dentro do instinto de cada um, conforme cada pessoa. Adão e Eva foram tentados no paraíso e caíram depois de olhar para o fruto e ver que ele era agradável. “Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu” (Gênesis 3:6). O inimigo conhece muito bem os instintos humanos e não vai oferecer algo que não seja desejável.Veja Mateus 26:41

2.1.4 VAIDADE.
Mesmo antes de se tornar rei em Israel Davi já era um homem famoso. Ele já havia tido muitas conquistas, muitas vitórias em batalhas, tinha poder e liderança sobre o povo. Davi era um homem vitorioso e sua fama corria por todo país. Além disso, ele tinha muitas mulheres. A vaidade é uma doença perigosa, principalmente para o líder bem-sucedido. Mesmo pessoas pobres podem ser orgulhosas. Quanto mais um rei tão próspero, como Davi. Desta forma, a vaidade dá à pessoa o falso direito de possuir até mesmo a única mulher de seu soldado raso. O texto de Salomão é uma grande verdade bíblica: “Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade”(Eclesiastes 1:2). A vaidade, o orgulho e a soberba são da mesma família de defeitos e são de onde partem os principais pecados.

2.1.5 CEGUEIRA ESPIRITUAL.
Davi foi infiel e pecou contra o Senhor. Ele não percebeu que havia cometido tamanha maldade contra a família de Urias e contra o Senhor. Mesmo sendo chamado de o homem segundo o coração de Deus, Davi viveu momentos de completa cegueira espiritual. O salmo 119:18 contém uma oração do próprio Davi: “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei”. Ele só percebeu o tamanho do seu erro quando foi exortado por Natã. Durante o pecado ele não se deu conta do adultério e do assassinato. São momentos de insanidade e loucura completa. Há uma verdadeira cegueira espiritual. A visão do homem ou mesmo da mulher na hora de pecado é enxergar apenas corpo, prazer, carne. Quando a pessoa acorda é como se estivesse vivendo um pesadelo. As consequências são terríveis. Efésios 1:15-23 e 4:17-18.

2.1.6 UM ABISMO CHAMA OUTRO ABISMO.
Esta observação pode ser um caminho para o pecado e também uma consequência de infidelidade. O caminho para o pecado é um processo. A queda segue um roteiro gradual até o fim. Depois de consumado, não há como resolver sem a disciplina de Deus. Cada vez que Davi tentou resolver os problemas, as coisas pioraram ainda mais. Ele cometeu adultério com Bate Seba. Quando soube que ela estava grávida, mandou chamar o marido para tentar esconder o filho. É obvio que a intenção de Davi era que Urias se deitasse com ela e tudo ficasse resolvido. Como essa ideia não deu certo, por causa da lealdade de Urias, Davi matou Urias pela espada dos filhos de Amon. Mandou-o de volta com a carta que o enviaria à frente da batalha. Urias seria morto e Davi poderia fica assim com sua mulher.

Mas Deus tudo vê. O Senhor mandou Natã para ter com Davi. Davi foi perdoado, mas pagou um alto preço na sua vida por causa daquele pecado. A vida familiar de Davi foi tumultuada completamente até o final da sua vida. O filho fruto do adultério adoeceu e veio a falecer. É triste ver onde foi parar um servo de Deus tão especial, que mesmo assim foi chamado “homem segundo o coração de Deus” (Atos 13:22). “Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:12-15). Veja também Salmo 42:7.


3. CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE FIDELIDADE

O que mais poderíamos lembrar sobre a importância de permanecer fiéis aos compromissos feitos um ao outro na presença de Deus? A fidelidade conjugal continua sendo um dos maiores desafios do matrimônio nos dias de hoje. Diante desse grande desafio deixaremos aqui alguns conselhos finais.

3.1 FORTALEÇA SEU CASAMENTO.
O relacionamento que está forte passa por tentações e lutas, mas tem muito mais possibilidade de superar cada dificuldade. Invista no seu casamento e no seu cônjuge e a porta vai permanecer fechada. Dedique-se um ao outro com todo amor e carinho.

3.2 FAÇA DO SEU CÔNJUGE SEU MELHOR AMIGO.
Faça do seu esposo ou esposa seu melhor amigo ou amiga. Crie um ambiente de confiança e sinceridade. Não tenha medo de abrir o coração para pedir ajuda, antes de cair. Cuidado ao se tornar confidente de pessoa de outro sexo. Quando o relacionamento está forte e aberto haverá confiança para contar tudo um ao outro.

3.3 FUJA DE CAMINHOS QUE POSSAM LEVAR SEU CASAMENTO PARA O ADULTÉRIO.
Muito cuidado com coisas pequenas que podem se tornar grandes problemas. A pornografia é de acesso mais fácil hoje em dia, portanto cuidado para não preencher a mente com desejos sexuais que podem estimular a busca de sexo fora do casamento. Cuidados com os perigos da internet: Salas de bate-papo; clubes para encontros, grupos de relacionamento e outros. Fuja das pequenas coisas antes que elas se tornem incontroláveis.

Assim, que Deus nos ajude a cada momento!

domingo, setembro 04, 2016

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO LAR



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A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO LAR

Para vivermos em família e sermos bem-sucedidos em nosso relacionamento temos de aprender a nos comunicar com perfeição. Deus nos fez seres comunicativos e quando aprendemos a usar esta ferramenta certamente haverá sucesso em toda a nossa vida, principalmente na vida conjugal. A comunicação é um caminho para unir totalmente as pessoas e fortalecer os relacionamentos. Comunicação efetiva é a forma correta de viver uma só carne.

Comunicação vem do latim, comunicare, que significa literalmente “pôr em comum”. Então, comunicação é convivência, vida compartilhada, consenso espontâneo entre indivíduos. Consenso é acordo e entendimento. O objetivo da comunicação é o entendimento entre as pessoas. Ao aplicar esses conceitos na vida conjugal constataremos o quanto é importante haver comunicação efetiva para se conseguir uma vida em harmonia no lar.

Nesse capítulo, além de analisarmos a definição de comunicação, vamos estudar os elementos da comunicação humana, os obstáculos à comunicação e o caminho para uma comunicação efetiva.

1. OS ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO HUMANA.

J. R.Whitaker Penteado no seu livro A Técnica da Comunicação Humana fala dos quatro elementos básicos da comunicação. O emissor, o receptor, a mensagem e o meio. O emissor é aquele que se comunica. É a pessoa que deseja se fazer entendido. É importante saber exatamente quem está falando. Mesmo que seja a mesma pessoa fisicamente, a comunicação pode ser feita como pai, marido, filho ou outra pessoa. A primeira coisa a saber é quem fala.

O receptor é a pessoa a quem é dirigida a comunicação. Quando alguém fala é necessário também saber a quem fala. Também é importante lembrar que após entender a mensagem o receptor torna-se emissor ao responder positivamente ou negativamente ao emissor inicial.

A mensagem é aquilo que se fala, o conteúdo da comunicação. Com certeza, existem inúmeras razões para se comunicar, pois para viver melhor o ser humano precisa se comunicar. A comunicação pode ser um pedido, uma reclamação, uma crítica, um elogio. Um detalhe importante nesse aspecto da linguagem é o uso de expressões que tenham o mesmo significado para ambos, o emissor e o receptor. Veja esta frase a respeito do entendimento na comunicação: “Sei que você crê que entendeu o que pensa que eu disse, mas não tenho certeza se você sabe que o que ouviu não é o que eu quis dizer”. Resumindo, comunicação não é o que você fala, mas é o que os outros entendem. Dessa forma, este é um grande desafio na comunicação, uma linguagem que possa ter o mesmo significado para quem fala e quem escuta. Vamos abordar esse assunto mais adiante quando falarmos dos obstáculos à comunicação.

Finalmente, o último elemento da comunicação é o meio. Chamamos de meio o caminho usado para se comunicar. O meio é a rota usada para conduzir a mensagem proferida pelo emissor para o receptor. É necessário entender que existem inúmeros meios ou caminhos para a comunicação humana. Podemos nos comunicar através de todos os sentidos humanos: visão, audição, tato, olfato e paladar, mas é necessária uma linguagem de significado comum. Quando há qualquer deficiência em uma área dos sentidos logo haverá uma substituição ou o fortalecimento de outra.

O ser humano se comunica através de palavras faladas, escritas ou gesticuladas. Um exemplo bem forte é a criação de uma linguagem através de sinais, chamada de libras, utilizada para comunicação com deficientes auditivos.

Existe a comunicação através do corpo, toques, sinais visuais como acenos. Podemos comunicar com outros sons (que não são palavras) e até mesmo com o silêncio. A comunicação através do corpo é muito utilizada, principalmente na vida conjugal. É o que pode ser chamado de comunicação sexual.

O grande desafio é o uso do meio. Este uso pode determinar toda a eficácia da comunicação. Uma pessoa pode preferir falar pessoalmente ou mesmo escrever uma carta em papel e, quem sabe, usar a correspondência eletrônica e, em algumas circunstâncias, ficar calado. São vários meios que podem ser usados, mas a escolha do meio mais apropriado é fundamental e determinante para se fazer entendido absolutamente.

2. OBSTÁCULOS À COMUNICAÇÃO

Existem muitos fatores que prejudicam a comunicação familiar. Em muitos casos e situações as pessoas não se entendem ou têm interpretação divergente da realidade. Podemos enumerar vários obstáculos à comunicação familiar.

2.1 NÃO VIVER BEM CONSIGO MESMO.
Comunicação é convivência e para viver bem com outras pessoas é necessário estar bem consigo mesmo. A própria Escritura registra algo muito forte nesse sentido, quando fala do resumo da lei: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo teu entendimento; e amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10:27).

Este assunto é muito bem desenvolvido por John Powell2 no livro Por que tenho medo de lhe dizer quem sou? Ele registra que quando não estamos bem conosco mesmos fugimos da verdade e da realidade, criando métodos de defesa do ego. A grande questão, segundo o autor, é que eu tenho realmente medo de me expor para os outros, tenho medo de dizer quem sou porque você pode não gostar e isso é tudo que tenho. Para esconder e não se expor ao próximo muitos buscam refúgio criando máscaras e papéis e jogos.

JOGOS E PAPÉIS.
John Powell cita vários jogos e papéis. É importante mencionar que qualquer pessoa pode jogar um ou mais desses jogos. E a pergunta é: quais desses jogos eu uso? O que estou escondendo? Eis aqui os principais:
SEMPRE CERTO – Esta pessoa raramente perde uma discussão. Não escuta bem as outras pessoas e parece não aprender nada com elas. Age com muita segurança para defender suas dúvidas e incertezas.
CORPO BONITO – A vaidade física é a compensação para um sentimento corrosivo de inferioridade.
VALENTÃO – Este jogo é uma tentativa inútil de reivindicar sua superioridade sobre os outros.
PALHAÇO – Como a maior parte das pessoas, o palhaço compulsivo está buscando algum tipo de reconhecimento e atenção. Tenta fugir da realidade, sem levar nada a sério.
COMPETIDOR – O competidor deve vencer qualquer coisa que faça. Para ele é sempre “ganhar ou perder”. Ele não discute, disputa. Ele não consegue distinguir entre sua pessoa e suas realizações.
CONFORMISTA – Este jogo pode se chamar “paz a qualquer preço” e o preço é abandonar toda individualidade em função dos outros.
DOMINADOR – Este jogo é caracterizado por um desejo exagerado de controlar a vida dos outros e até seus pensamentos.
SONHADOR – O propósito desse jogo é claro: fugir. O objetivo do sonhador é escapar da realidade.
CONQUISTADOR – O jogo da conquista é uma tentativa de ganhar algum tipo de reconhecimento para o ego.
FRÁGIL – A pessoa frágil dá várias mensagens aos outros de que é delicada e precisa ser tratada com muita cautela, “pegue com cuidado”.
HEDONISTA – A pessoa do tipo “prazer acima de tudo” tenta esconder sua imaturidade emocional atrás de eufemismos, mas a imaturidade aparece rapidamente em seus relacionamentos.
SOLITÁRIO – O solitário se exclui do grupo, vive sozinho e tenta se convencer que gosta de viver assim. Entra nessa jogo para tentar escapar dos desafios da sociedade e da vida humana.
MESSIAS – Esse jogo demanda um pouco de imaginação e uma necessidade subconsciente de se sentir importante.
POBRE COITADO – este jogo é usado por aqueles que se desvalorizam.
SEDUTOR – As pessoas que usam esse jogo o fazem por pensar que não têm nada mais a oferecer, senão um corpo sedutor. Querem chamar a atenção do outro e desejam ser populares.

2.2 A COMPLEXIDADE HUMANA.
A natureza humana é muito complexa e ampla. Cada pessoa carrega dentro de si um mundo. São muitos mistérios que nem a própria pessoa consegue conhecer e decifrar. Deus fez cada pessoa diferente, não há na face da terra alguém que seja completamente e absolutamente igual a outra pessoa. Essa individualidade maravilhosa também se torna um grande obstáculo à comunicação efetiva.

2.3 DIVERGÊNCIA DE SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO DA MENSAGEM.
Comunicar não é o que se fala, mas o que o outro entende. Dessa forma, é absolutamente imprescindível que aqueles que se comunicam estejam completamente certos daquilo que estão falando e entendendo. Com certeza, nem todas as palavras têm o mesmo significado para cada pessoa. Um fala pau, outro entende pedra. Em certos casos é necessário que cada um confirme o que o outro está entendendo.

2.4 FALTA DE SABEDORIA NO USO DO MEIO E DO MOMENTO CERTO PARA A COMUNICAÇÃO.
Como já dissemos, o meio de comunicação é o caminho usado para a interação entre as pessoas no processo de comunicação. Isso significa que nem todos os meios são bons para o processo. Cada situação exige um caminho e um tempo. Conversas importantes para resolver situações entre o casal não podem ser realizadas em qualquer momento ou lugar. Porque para todo propósito há tempo e modo...” (Eclesiastes 8:6a) e “O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra a seu tempo quão boa é!”(Provérbios 15:23).

2.5 SITUAÇÕES DE STRESS.
Diante de um mundo cada vez mais competitivo e de uma busca cada vez mais exagerada pelas coisas materiais todos vivem constantemente trabalhando mais e mais e colocando a comunhão familiar em segundo plano. Muitos pais e mães perdem muitos anos de suas vidas tentando sustentar a família ou apenas dar certo conforto material e se esquecem de viver uma vida melhor. Muitas famílias vivem uma vida sem qualidade de vida. Não se alimentam bem, não têm um sono reparador ou nem dormem direito. Vivem uma vida sedentária e são alvos fáceis para doenças emocionais. Vivendo dessa maneira não têm disposição para conversar com família e vivem no limite, com os “nervos à flor da pele”. “De que vale para o homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36).

2.6 MUITA TECNOLOGIA E POUCO CONTATO PESSOAL.
Um grande inimigo da comunicação familiar é a televisão, os celulares inteligentes e outros passatempos tecnológicos. Todos esses poderosos meios de comunicação têm abalado o diálogo entre a família. As famílias perdem horas em frente da TV vendo programas idiotas e até perniciosos que tendem a não deixar as pessoas pensarem e viverem uma vida feliz. A internet é uma novidade que a maioria de nossos pais não conheceram. A internet tornou o mundo mais fácil, que pode ser alcançado nos telefones ou apenas com um clique no mouse. Porém, tudo isso deve ser usado com muita sabedoria para não sermos dominados pelo esquema desse século. “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade” (Salmo 84:10).

3. O CAMINHO PARA UMA COMUNICAÇÃO EFETIVA.

Para uma comunicação efetiva é necessário lembrar alguns conselhos úteis, que serão aqui abordados. O que devemos evitar e aquilo que devemos procurar fazer sempre.

3.1 ATITUDES A SEREM EVITADAS.

3.1.1 NÃO FAÇA CRÍTICAS DESTRUTIVAS. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem” (Efésios 4:29). Ninguém gosta de receber críticas, principalmente quando fazemos críticas que não edificam. Certas pessoas proferem palavras que se tornam caminho de desmotivação para os outros. Evitem imputar culpa sobre o outro. Frases desse tipo devem ser abolidas: “você não presta, você nunca vai ser alguém na vida..”

3.1.2 NÃO SEJA IMPLICANTE. Na multidão de palavras não falta transgressão; mas o que refreia os seus lábios é prudente” (Provérbios 10:19). Boa comunicação não é falar muito, mas ser perfeitamente entendido. Dessa forma, devemos evitar conseguir nossas vontades por implicância e por pressionar nossos familiares.

3.1.3 NÃO REVIDE. A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas dignas, perante todos os homens” (Romanos 12:17). A reação natural de qualquer pessoa é revidar suas ofensas, mas não deve ser assim na família cristã. Este é um princípio básico do cristianismo, pagar o mal com o bem.

3.1.4 NÃO USE O SILÊNCIO COMO ARMA. "Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência. Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio" (Provérbios 17:27-28). Já vimos que até o silêncio é uma maneira de comunicar. E pode ser interpretado de maneira bem diferente, quase sempre de maneira negativa. Portanto, é mais sábio explicar ao outro que você deseja ficar em silêncio, mas que essa atitude não seja por muito tempo.

3.1.5 NÃO DEIXE QUE O SOL SE PONHA SOBRE VOSSA IRA. “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26). Trate cada divergência ou desentendimento antes que cresça muito e se torne incurável. O desentendimento sem tratamento se transforma em mágoa. Todos os casamentos têm desentendimentos, mas todos os desentendimentos têm cura, se tratados na hora certa, com humildade, amor e respeito.

3.2 ATITUDES A SEREM ESTIMULADAS.

3.2.1 AGIR COM SIMPATIA – É POSSÍVEL DISCORDAR SEM BRIGAR. A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1). A verdade deve dominar a convivência, mas a verdade deve ser dita com educação e simpatia. Mesmo em momentos que sejam necessárias palavras mais duras devemos agir com carinho e respeito mútuo. Lembremos que o importante não é só o que se fala, mas também como se fala.

3.2.2 TENHA SEMPRE PRÉ DISPOSIÇÃO PARA O DIÁLOGO. As palavras dos sábios ouvidas em silêncio valem mais do que o clamor de quem governa entre os tolos” (Eclesiastes 9:17). Devemos aproveitar as oportunidades para uma boa comunicação. Os cônjuges devem estar sempre abertos para conversar e para fazer novas combinações. Use a boa comunicação para proteger seu lar em todas as direções.

3.2.3 CAMINHAR COM HUMILDADE. E cingi-vos todos de humildade uns para com os outros, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte” (I Pedro 5:5,6). Para conviver em harmonia o casal deve aprender com seus próprios erros. A humildade é o caminho que Deus usa para trabalhar nos ensinando as grandes lições. Esteja sempre disposto a pedir perdão e a perdoar.

3.2.4 RESPEITAR OPINIÕES DIVERGENTES. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. (Provérbios 16:18). Podemos até discordar de algumas opiniões diferentes, mas temos de defender o direito de cada um se comunicar e se expressar. Não se pode levar as divergências para o campo pessoal. Temos de crescer discutindo opiniões diferentes apenas no campo das ideias.

3.2.5 SABER OUVIR ANTES DE FALARSabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (Tiago 1:19). Esteja sempre pronto e aberto para ouvir e procure pensar muito antes de falar. Desenvolva a saudável prática de ouvir olhando nos olhos dando toda atenção para quem fala. Os maridos precisam desenvolver essa habilidade e as esposas têm de entender devem escolher o momento certo para conversar com o marido.

CONCLUSÃO.

Para concluir esse importante capítulo é necessário afirmar a importância de uma comunicação efetiva no lar. Para enfrentar as dificuldades naturais do relacionamento o casal deve buscar se expressar da maneira mais pura e sincera possível. Uma boa comunicação na família faz as dificuldades serem tratadas com mais sabedoria e com a benção de Deus.

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1 PENTEADO, J. R.Whitaker, A Técnica da Comunicação Humana, São Paulo: Editora Pioneira, 1974.
2 POWELL, John, Por que tenho medo de dizer quem sou? Belo Horizonte: Editora Crescer, 2006.