terça-feira, junho 22, 2021

CAIM E ABEL – O CULTO QUE AGRADA A DEUS

 CAIM E ABEL – O CULTO QUE AGRADA A DEUS

“Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR. Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador. Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Genesis 4:1-7).

A mensagem de hoje está focada na vida de dois irmãos. Nasceram do mesmo pai e mãe e devem ter tido a mesma criação. O texto diz que Abel era pastor de ovelhas e Caim Lavrador. Eles cresceram juntos e tinham o mesmo conhecimento de Deus. Entretanto, chegaram a um final completamente diferente.

Depois de certo tempo, talvez na mudança das estações ou no final da colheita, eles se colocaram na presença de Deus para oferecer um culto aqui representado por suas ofertas ao Senhor.

Caim trouxe do fruto da terra e Abel trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Deus não se agradou da oferta de Caim, ao passo que de Abel e de sua oferta o Senhor se agradou.

Então, a tristeza tomou conta de Caim e a ira inundou o seu coração e Deus veio falar com ele. Na conversa Deus afirma que a oferta de Caim poderia ter sido aceita se alguns princípios tivessem sido desobedecidos.

Vejamos algumas lições na vida desses irmãos. Todos dois ofereceram um culto através das suas ofertas ao Senhor. Por que Deus se agradou do culto de Abel e rejeitou o culto de Caim? O que podemos aprender com tudo isso?

ABEL E CAIM – O CULTO QUE AGRADA A DEUS.

POR QUE DEUS APROVOU O CULTO DE ABEL E NÃO SE AGRADOU DO CULTO DE CAIM?

1. AS PRIMÍCIAS – ABEL OFERECEU DAS PRIMÍCIAS DO SEU REBANHO, AO PASSO QUE CAIM OFERECEU APENAS UMA OFERTA (v. 3-4).

A palavra-chave desse verso é “primícias”. Ela faz toda a diferença. Significa que foi ofertado a primeira melhor parte daquilo que foi conquistado com a benção de Deus. De tudo que havia recebido era para ser oferecido primeiro ao Senhor e isso era chamado de adoração com as primícias.

Essa era uma realidade muito presente como ordenança de Deus para o seu povo. Em Êxodo 34:22 Deus já ordena o que foi chamado de Festa das Primícias. Quando o povo chegou na terra prometida a primeira parte da colheita deveria ser ofertada como culto ao Senhor. Ou seja, o culto a Deus em primeiro lugar.

O que precisamos aprender sobre adorar a Deus com nossas primícias?

A) AS PRIMÍCIAS DAS NOSSAS FINANÇAS – Provérbios 3:9-10: ‘Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares”. Não podemos dar ao Senhor as sobras. Deus deve ser cultuado com a primeira parte. Não deixe para dar o dízimo ou a sua oferta com o final da tua renda, geralmente no final do mês. Faça isso em primeiro lugar. Quando fazemos assim demonstramos amor e isso verdadeiramente importa.

Vejam o amor da viúva pobre e a diferença daqueles que ofertavam a sobra: “Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento” (Marcos 12:42-43).

Há alguns anos eu estava plantando uma igreja no bairro do Itapoã. Estávamos orando para comprar um templo para a igreja. Havia muitas crianças e uma delas chegou com algumas moedas e como ele não sabia contar, Mabel ajudou. O valor deu, me parece, dois reais e cinquenta centavos. Mabel perguntou se era o dízimo dele e ele respondeu que não. Era tudo que ele tinha ganhado ajudando alguém a descarregar um caminhão de tijolo. E disse: “é a minha oferta para a igreja comprar o prédio”. Naquele mesmo mês a igreja comprou milagrosamente um prédio na melhor avenida do bairro por 250 mil reais!

B) AS PRIMÍCIAS DO NOSSO TEMPO – ‘Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Josué 1:8). Precisamos aprender a dedicar ao Senhor não as sobras do nosso tempo, mas fazer do nosso compromisso uma ação diária como dedicação das primícias ao Senhor. É uma questão de prioridade. Nossos maiores valores devem estar na obra de Deus.

C) AS PRIMÍCIAS DOS NOSSOS VALORES – Em Deuteronômio 6:4-5 encontramos o texto chamado pela tradição judaica de Shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”. As primícias do nosso amor estão ligadas ao valor que damos ao culto dedicado ao Senhor. Por que motivo adoramos? Por obrigação, por troca, ou por que amamos a Deus?

Existem muitos cultos em algumas igrejas que são totalmente voltados para os participantes. Cultos com sorteios, cultos em modelo de shows, com luzes especiais e inúmeros atrativos humanos. Culto não é entretenimento. Nossa vida e nosso culto devem ser oferecidos a Deus acima de tudo e motivamos por gratidão. Naturalmente, quando oferecemos um culto com amor a alegria será contagiante. Ofereçamos a Deus as primícias do nosso amor.

2. O PROCEDIMENTO – DEUS SE AGRADOU DE ABEL E DE SUA OFERTA.

O texto diz que se agradou o Senhor de Abel e de sua oferta, ao passo que de Caim não se agradou. Está claro que há uma profunda relação entre a pessoa e a oferta dedicada. Deus ama o culto, mas o culto precisa estar em sintonia com a vida do adorador.

E Deus ainda afirma a Caim que se ele proceder bem também será aceito. O problema de Caim é que ele ofereceu um culto sem amor, sem fé e descomprometido com sua própria vida.

Saul desobedeceu a Deus e mostrou uma desculpa que muitos de nós usamos. “Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1 Samuel 15:22). A obediência é melhor que o sacrifício. Vida reta fala mais alto que os cânticos de louvor.

Deus convoca verdadeiros adoradores que o adorem com sinceridade de coração e deseja ser adorado em espírito e em verdade: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4:23-24).

3. A FÉ – PELA FÉ ABEL OFERECEU SEU CULTO A DEUS.

Em hebreus 11:4 temos uma informação importante sobre o culto de Abel: “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala”. Esta palavra mostra a importância da fé. Abel ofereceu um culto melhor pois ele tinha a fé verdadeira. A fé de Abel via Deus com outros olhos, diferente de Caim.

Vejamos o que diz Hebreus 11:6: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”.  Então, sem fé é impossível agradar a Deus. Quando adoramos a Deus nossos olhos devem enxergar aquilo que os olhos naturais não veem. Um Deus vivo que merece toda adoração e é digno do culto que é oferecido. Abel obteve sua justificação através da fé e confiança em Deus.

Para adorar verdadeiramente a Deus também é necessário sacrificar e lutar contra nossa velha natureza pecadora. A nossa vida deve ser uma luta diária contra todos esses desejos carnais provenientes da queda e do pecado. Nesse sentido encontramos um forte argumento em Colossenses 3:4-6: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]”.

CONCLUSÃO:

O que aconteceu com cada um?

Vejamos o que aconteceu com Caim no texto de Genesis 4:8-12: “Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou. Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim. És agora, pois, maldito por sobre a terra, cuja boca se abriu para receber de tuas mãos o sangue de teu irmão. Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra”.

Caim foi covarde, foi traidor, foi o primeiro homicida. Matou seu próprio irmão. E por esse ato de maldade ele recebeu a maldição de Deus. Caim é um verdadeiro fracassado e perdedor. Até hoje se tornou um exemplo negativo de desobediência que revela toda a maldade proveniente da natureza humana pecadora. Infelizmente, nesse sentido, há muitos seguidores de Caim nos dias de hoje.

Abel foi morto covardemente por seu próprio irmão pode ser considerado uma pessoa vencedora. Ele tinha uma vida que agradava a Deus, ofereceu seu culto com fé e amor ao Senhor e ainda fala até o dia de hoje. Abel mesmo morto ainda fala por suas obras de fé em Deus. Ele nasceu e viveu para cumprir o propósito de Deus.

E qual desses dois personagens devemos imitar? O vencedor ou o perdedor?

E surge para todos nós o grande desafio: Assim como Abel, o que podemos oferecer para agradar ao Senhor? As primícias, o procedimento e a fé.

Na verdade, toda a nossa vida deve ser dedicada ao Senhor como um culto sincero, profundo e racional. Como diz o apóstolo Paulo aos Romanos 12:1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. 

segunda-feira, junho 14, 2021

A ORAÇÃO DE JABEZ

A ORAÇÃO DE JABEZ 

“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido” (1 Crônicas 4:9-10).

Na cultura judaica era comum a escolha de nome dos filhos observar o contexto histórico do nascimento. Moisés recebeu seu nome por ter sido tirado das águas (Êxodo 2:10). A pessoa adulta, em algumas situações, tinha seu nome mudado. 

Por exemplo, Deus mudou o nome de Abrão para Abraão que significava “pai de todos” (Gênesis 17:5), quando Isaque, o “filho da promessa”, nasceu. O mesmo ocorreu com Jacó, que significava “trapaceiro”, e, depois da luta com Deus no vale de Jaboque, passou a se chamar Israel “Homem de Deus” (Gênesis 32:28).

No novo Testamento o anjo Gabriel disse a José para colocar o nome de Jesus, pois ele iria salvar o seu povo do pecado e Emanuel, que significa Deus conosco (Mateus 1:21-23). A história de Jabez tem muito a ver com seu próprio nome.

Jabez é um personagem bíblico pouco conhecido. Ele recebeu esse nome por causa da dificuldade que sua mãe teve em seu nascimento. Este é o único texto que fala sobre sua vida e está fixado no meio de várias genealogias.

QUEM ERA JABEZ?

a)    Ele era descendente de Judá, que era filho de Jacó, neto de Isaque, bisneto de Abraão.

b)    Era um homem honrado, mais ilustre até que seus irmãos.

c)    Era temente a Deus, um homem de oração e fé.

d)    Seu nome foi dado por sua mãe por causa de muito sofrimento no parto e significava: “triste”, “cheio de dores”, “dolorido”.

QUAIS OS PEDIDOS DA ORAÇÃO DE JABEZ?

A oração de Jabez contém vários pedidos objetivos e diretos. O que Jabez pediu ao Senhor?

1.    A BÊNÇÃO DE DEUS – ele sabia que o Deus de Israel era a fonte de todas as bênçãos. Ele se fundamenta nas promessas do Senhor feitas desde os patriarcas. Como vemos em Genesis 22:17-18: “que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz”.

2. EXPANSÃO DO SEU TERRITÓRIO - isso significa prosperidade em todos os empreendimentos. Ele queria que sua vida fosse marcada por progresso como vemos no Salmo 1:1-6: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido”.

3.    A PRESENÇA DA MÃO DE DEUS – Ele pediu a orientação divina e o Seu poder por todos os dias da sua vida. Deus mesmo desafiou a Abraão a andar na sua presença, esse é o caminho para as melhores decisões. Vejamos Genesis 17:1: “Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”. Da mesma maneira vemos a boa mão de Deus com o escriba Esdras quando retornou do exílio para reconstruir Jerusalém e ensinar a lei do Senhor: “[Esdras] Ele era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo SENHOR, Deus de Israel; e, segundo a boa mão do SENHOR, seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira” (Esdras 7:6).

4.  A PROTEÇÃO CONTRA O MAL – No mundo tão violento essa deve ser uma oração primordial como declara Davi no Salmo 147:12-14: “Louva, Jerusalém, ao SENHOR; louva, Sião, ao teu Deus. Pois ele reforçou as trancas das tuas portas e abençoou os teus filhos, dentro de ti; estabeleceu a paz nas tuas fronteiras e te farta com o melhor do trigo”. Jesus também nos ensina a importância da proteção de Deus no final da oração dominical: “Livrai-nos do mal” (Mateus 6:9-13).

5.    FICAR LIVRE DA TRISTEZA – Esse foi o pedido com maior sensibilidade. O objetivo principal da oração de Jabez era ficar livre da tristeza e de uma certa maldição imposta sobre ele. Ele usa um certo jogo de palavras: “de modo que não me sobrevenha aflição (Jabez)”. Que eu não tenha uma vida triste como meu nome. Ele tinha tudo para ser triste, até o nome, mas não se conformou com a “maldição” colocada sobre a sua vida.

     Muitos vivem sua vida sob a influência dolorida de alguma atitude ou palavra colocada sobre si. Pode ser através dos pais por palavras e atitudes. Expressões negativas como “Você não presta!”, “Você nunca conseguirá vencer” jamais devem ser proferidas por pais a sues filhos. Em outros casos os amigos, os inimigos ou até a própria pessoa trabalha contra ela mesma. Mas Deus deseja que todos sejam vencedores e consigam superar suas mágoas ou desafios.

Não podemos nos esquecer da obra maravilhosa de Jesus Cristo por nós. Ele sofreu para que tivéssemos alívio completo das dores da nossa alma. Temos o privilégio de obter a cura para nosso sofrimento. É o que a escritura sagrada nos mostra no fantástico texto da profecia de Isaías. “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Isaías 53:4-6).

E a reposta de Deus foi conceder tudo que ele havia pedido. Deus respondeu prontamente a uma oração sincera e aquela vida que tinha tudo para ser infeliz acabou sendo próspera e vitoriosa. Foi dessa maneira que Jesus curou o cego Bartimeu. Ele apenas disse o que desejava e ao ouvi-lo, Jesus ordenou a cura. De maneira esplendida, imediatamente ele foi curado e salvo para sempre. “Que queres que eu te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Recupera a tua vista; a tua fé te salvou” (Lucas 18:41-42).

Deus abençoe sua vida!

A ele toda glória!

A ATITUDE DE SAMÁ

A ATITUDE DE SAMÁ – 2 Samuel 23:11-12.

“Depois dele, Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram em Leí, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas; e o povo fugia de diante dos filisteus. Pôs-se Sama no meio daquele terreno, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o SENHOR efetuou grande livramento”.

              O conflito entre judeus e os Filisteus (Palestinos) é muito antigo. Desde quando Davi era jovem, antes de ser rei já havia muitas guerras entre judeus e os Filisteus. Um fato bem conhecido foi a luta entre Davi e o gigante Golias em I Samuel 17:1-38. Um jovem pastor de ovelhas confiante no Senhor venceu um guerreiro treinado. Quando Deus age não existe limite para o sucesso, mesmo que pareça impossível.

 OS VALENTES DE DAVI

O texto está falando dos feitos milagrosos de um grupo de pessoas chamados de valentes de Davi. Quem eram esses homens?

1.    Eram um certo grupo de elite que foi usado por Deus para operar grandes sinais e maravilhas através da sua fé e confiança em Deus (I Crônicas 12:14).

2.    No passado foram pessoas que não tinham valor na sociedade, covardes, aflitos, endividados que se ajuntaram a Davi. Ele os liderou e se tornaram fortíssimos e especiais. “O menor valia por 10 homens e o maior por 1000” (I Samuel 22:2).

3.    Eram absolutamente fiéis a Deus e ao rei Davi (I Crônicas 12:22).

4.   Tinham tudo para não serem nada, mas Deus trouxe restauração e a sua benção para fazer deles um instrumento da sua vontade (Salmo 113:7-8).

A HISTÓRIA DE SAMÁ

Samá fazia parte desse grupo de valentes e é mais um personagem desconhecido que deixou seu nome na história bíblica. A sua atitude de fé levou à salvação de sua vida e família e acabou mudando o rumo da história de toda a nação.

QUEM ERA SAMÁ?

1.    Era filho de Agé, o Hararita (Morador das montanhas).

2.    Seu nome significa “Desolação”. Mesmo assim não se rendeu a tal humilhação e se tornou uma pessoa vitoriosa, com a benção de Deus.

3.    Era um homem do campo, trabalhador rural, uma pessoa comum.

4.    Não era guerreiro, não tinha treinamento militar.

5.    Não tinha armas de guerra, apenas equipamentos do trabalho rural.

6.   Tinha um pequeno pedaço de terra cheio de lentilhas, de onde tirava o sustento para sua família. Era pouco, mas era tudo que ele tinha.

7.    Era uma pessoa de fé e obediente a Deus.

O QUE ELE FEZ?

1.    Naquele tempo era comum os Filisteus atacarem as plantações dos judeus e quem resistisse seria morto.

2.    Os Filisteus atacaram, fortemente armados, o pequeno pedaço de terra de Samá.

3.    Todos fugiram do inimigo armado, em maior número e prontos para fazer o mal.

4.    Entretanto, Samá não “abriu mão” do pouco que Deus tinha dado a ele.

5.    Samá ficou sozinho e lutou para defender seu pedaço de terra.

6.    Samá não tinha armas de guerra, usou apenas o que tinha em mãos. Provavelmente usando apenas instrumentos da lavoura.

7.  Samá conquistou o que parecia impossível, venceu a batalha com grande livramento do Senhor.

8.   Sama se tornou exemplo de resistência e fé em Deus, influenciando outros a lutarem para vencerem o inimigo.

O QUE PODEMOS APRENDER COM A HISTÓRIA DE SAMÁ?

1.    É IMPRESSIONANTE O QUE DEUS PODE FAZER ATRAVÉS DE UMA PESSOA OBEDIENTE E FIEL. Assim como Deus agiu na vida Davi para vencer o gigante Golias (1 Samuel 17:1-58). “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1 Samuel 17:45). Onde estão os feitos do Senhor através de nossas vidas os dias de hoje?

2.    DEUS AGE USANDO O QUE TEMOS EM NOSSAS MÃOS. Samá usou as ferramentas que tinha (provavelmente da lavoura) para defender sua terra, Davi rejeitou a armadura de Saul para usar apenas a funda: “Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou; porém não havia espada na mão de Davi” (1 Samuel 17:50), Moisés usou a vara que tinha em suas mãos: “Perguntou-lhe o SENHOR: Que é isso que tens na mão? Respondeu-lhe: Um bordão [Cajado]” (Êxodo 4:2). O que você tem em suas mãos?

3.    A VITÓRIA VEIO POR CAUSA DE UMA PESSOA DE FÉ QUE TINHA TOTAL DEPENDÊNCIA DE DEUS. Depois, outros seguiram seu exemplo e agiram com coragem para expulsar o inimigo. É o que relata o escritor da carta aos Hebreus falando de importância da fé e de vidas que deixaram o exemplo de grandes vitórias pela fé: “...os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros” (Hebreus 11:33-34). É Como disse Jesus aos seus discípulos: “Onde está a vossa fé?”

4.    DIANTE DO DESAFIO SAMÁ TOMOU A DECISÃO CERTA DE NÃO FUGIR. Mesmo sem recursos, ele não fugiu da batalha. Se fugisse, talvez iria passar a vida inteira fugindo. É a mesma linha do conselho de Paulo a Timóteo: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Timóteo 1:7). Então, diante dos desafios, que atitude vamos tomar? Vamos ficar em casa esperando a morte chegar ou vamos enfrentar as lutas desse mundo?

5.    NAQUELE DIA O SENHOR EFETUOU UM GRANDE LIVRAMENTO. A benção e o poder de Deus se manifestam nas nossas fraquezas como Deus falou ao apóstolo Paulo: “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2 Coríntios 12:9). O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Ele lutará por todos nós, apenas requer que sejamos fiéis e corajosos para sermos usados como instrumentos de sua vitória e para sua glória.

Que Deus nos faça corajosos e fiéis como Samá. Ele não “abriu mão” do pouco que tinha recebido do Senhor. Seu nome estará registrado para sempre na galeria dos heróis da fé.

“Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte” (Joel 3:9-10).

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40:28-31). 

A Deus toda glória!


SALMO 46

 SALMO 46

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam. Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã. Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra. Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

Há um hino muito conhecido entre os cristãos composto pelo reformador Matinho Lutero e aconteceu num momento de muita luta e tribulação. A história diz que, para sua proteção, ele se refugiou em um castelo e lá compôs essas palavras: “Castelo Forte é o nosso Deus, espada e bom escudo, com seu poder defende os seus, em todo transe agudo”.

         Esse hino teve seu ponto de partida nesse salmo, captando sua mensagem tão forte e desafiadora. Quanto ao salmo, ele aponta a vitória de Deus numa esfera após a outra. Seu poder se manifesta sobre a natureza (v. 1-3), sobre ataques dos inimigos em sua cidade (v. 4-7) e sobre o mundo inteiro (v. 8-11).

         Esse tom robusto e desafiador sugere que ele foi composto (pelos filhos de Coré) em algum momento de crise, o que torna maravilhosamente impressionante a sua confissão de fé. É exatamente nesses momentos difíceis que a nossa fé é colocada à prova e as maiores manifestações do Poder de Deus são plenamente vistas.

         No salmo 46 a crise permanece sem identificação, mas a mensagem se estende muito além qualquer situação específica. Com certeza, podemos aplicá-lo a esse momento atual de crise pela pandemia que estamos vivendo. É uma doença que tem causado muitas mortes, uma séria crise econômica e muita insegurança e desespero.

         Nesse momento tão difícil em nossas vidas, somos desafiados a olhar para o salmo 46 para perceber a benção, a proteção e a vitória de Deus.

DEUS É O NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA.

1.  DEUS ESTÁ PRESENTE NO MOMENTO DO TUMULTO NATURAL (V 1-3)

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam”.

         Seria possível prever uma catástrofe mundial tão arrasadora como a que estamos vivendo hoje? Até algum tempo atrás, o ser humano não poderia imaginar a possibilidade da existência de uma catástrofe de alcance mundial de tão grande porte. No entanto, estamos vivendo esse momento absolutamente singular e dramático.

         A mensagem desse salmo é plenamente atual e literalmente verdadeira. Nosso verdadeiro refúgio e segurança se encontram em Deus, não em Deus e outra coisa. Em Deus somente!

         Então, mesmo que a natureza se enfureça e estremeça para nos atingir através de qualquer circunstância, não temeremos. Deus está presente! Ele é nosso socorro na hora certa!

2. DEUS ESTÁ PRESENTE NA PAZ DA SUA CIDADE (V. 4-7)

“Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã. Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”

         O salmo depois de falar dos transtornos da natureza, volta-se à fúria dos homens, e a uma cidade assediada.

         Com Deus, as águas já não são mares turbulentos e ameaçadores. Elas são como um rio tranquilo que traz vida. No salmo 98:7-8 os mares e os rios dão as boas-vindas ao seu Criador. Essa é uma figura de linguagem que mostra o controle de Deus sobre sua criação. Tudo está sob o controle DELE.

         No novo testamento (Marcos 4:39) vemos a história de Jesus atravessando o lago de Tiberíades com seus discípulos. E repentinamente sobreveio uma grande tempestade de ventos. Ao ser acordado com pedido de socorro por seus discípulos Jesus ordenou ao vento e parou a tempestade.

         Sabemos que Jesus é o filho de Deus criador de todas as coisas. Nesse fato ele mostrou sua autoridade sobre a natureza criada fazendo acalmar a tempestade. E fica uma linda lição: Quando Jesus está presente no barco tudo sempre irá muito bem e somente Ele pode acalmar essa tempestade que estamos atravessando.

3. DEUS ESTÁ PRESENTE PARA RECEBER A GLÓRIA FINAL (V. 8-11).

“Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra. Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.

         Esta passagem é uma visão das coisas que virão no fim, embora as vitórias do presente já sejam um antegozo daquelas do futuro. Há aqui uma visão da esperança escatológica. É o momento que todos sempre aguardaram ansiosamente. A consumação do século (Mateus 28:20).

         A palavra contemplai não significa apenas visão contemplativa, mas geralmente é empregada como uma visão com olhos interiores, conforme vê um vidente ou um profeta. Ou seja, “espere para ver o Deus há de fazer”.

         Embora o resultado seja paz, o processo é de julgamento. A expressão: ‘Ele põe termo à guerra’ sugere não um contexto de suave persuasão, mas uma situação de intervenção divina num mundo dominado pela crise.

         Finalmente, encontramos a expressão: “aquietai-vos...” que não é apenas uma consolação para os aflitos, mas uma repreensão para o mundo inquieto e turbulento. Ele está dizendo: “quietos!” ou “deixa disso! Eu estou no controle!” É o mesmo sentido da expressão de Jesus ordenando ao vento e o mar: “Acalma-te, emudece!” (Marcos 4:39). E o vento se aquietou e fez-se grande bonança.

         O fim que se aproxima é voltado para a glória de Deus: “sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra”. Um Deus assim tão poderoso e que está conosco é o nosso refúgio e será sempre exaltado. Deus não perdeu o controle das coisas, mas está sendo glorificado até o final de tudo, para a gloria dele!

         É como podemos ver nas palavras inspiradas da última estrofe do Hino Castelo Forte:

         “De Deus o verbo ficará, sabemos com certeza, e nada nos assustará, com Cristo por defesa! Se temos de perder, Família, bens, prazer; se tudo se acabar e a morte enfim chegar, com ele reinaremos!”

         Deus seja louvado!

AS MORADAS DA CASA DO PAI

JOÃO 14:1-6 – NA CASA DO PAI HÁ MUITAS MORADAS.

Caros amigos!

Estamos tristes por tantas mortes. E pensado em vários amigos que perdemos. Onde podemos encontrar consolo?

Eu sou cristão há muito tempo e aceito a mensagem da bíblia como minha regra de fé e prática. Deixo para nosso conforto essas palavras de Jesus contadas pelo seu discípulo chamado João.

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Evangelho de João 14:1-6).

Quais os ensinamentos que podemos tirar desse lindo texto?

1. “Não se turbe o vosso coração” - Estamos tristes, mas não precisamos ficar desanimados nem desesperados. A vida e a morte são duas coisas inevitáveis. Jesus está presente para nos consolar. Ele também passou por isso e chorou (João 11:35). Todos nós temos a nossa hora de nascer e de morrer. E a maior realização humana é saber viver o presente e ter uma boa relação com Deus e com as pessoas.

2. “Credes em Deus, crede também em mim” - O nosso consolo e conforto está fundamentado na fé e na fé somente. Devemos crer em Deus e em Jesus Cristo, seu único filho.

3. “Na casa de meu Pai há muitas moradas” - Jesus prometeu um lugar maravilhoso para todos aqueles que crerem nele. A nossa esperança nesse momento deve estar nas lindas moradas da casa do Pai celestial, não nessa vida de sofrimento e na dor do presente.

4. “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” - Jesus prometeu que iríamos viver nesse lugar com ele, quando ele virá nos buscar. Na verdade, a nossa morte já é um encontro com Jesus e isso pode acontecer de maneira inesperada e surpreendente.

5. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” - Ele reafirma claramente que segui-lo é a única maneira de ser feliz para sempre, na vida e na morte.

Conclusão:

Deixe Jesus habitar com você, ao seu lado, para sempre. Faça uma aliança com Ele hoje, agora. E todas as promessas de Deus e de sua Palavra estarão sobre sua vida a partir desse momento.

Finalizo com a revelação das moradas celestiais que o mesmo João recebeu e registrou no Apocalipse:

“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:1-4).

Fraternalmente,

João Marcus

LIÇÕES NA PARABOLA DOS TALENTOS

 A PARÁBOLA DOS TALENTOS

“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 24:14-30)

         Quando Henry Crowell tinha 9 anos, seu pai morreu de tuberculose. Ele cresceu com um sonho: ser pregador do Evangelho. Mas aos 17 anos contraiu a mesma doença que matou o seu pai. Ficou 7 anos em tratamento.

         Quando sarou, seu pulmão estava totalmente debilitado, e ele sabia que jamais poderia ser um pregador, porque lhe faltava ar nos pulmões. Ainda fraco, ele foi ouvir um dos maiores evangelistas de sua época: Dwight L. Moody, que estava pregando em sua cidade, Cleveland.

         Naquela noite, ele ouviu o pregador dizer: “O mundo ainda está para ver o que Deus pode fazer através de uma pessoa totalmente dedicada a Ele”.

         Henry sentiu seu coração arder naquele momento e orou a Deus: “Senhor, eu sei que não posso mais ser um pregador, mas eu posso ser um bom negociante para o Teu Reino. Se o Senhor me abençoar e eu ganhar dinheiro, prometo sustentar pregadores como Moody”.

         Logo após, quando andava pela rua, viu um moinho de trigo que estava à venda por dificuldades financeiras. Henry Crowell negociou a sua compra e assumiu muitas dívidas e problemas.

         Mas Deus sabia do seu propósito sincero! Aquele moinho, antes falido, transformou-se num fenômeno inexplicável de vendas! As caixas das aveias espalharam-se rapidamente pelas prateleiras dos supermercados dos EUA e alcançaram as prateleiras do mundo todo, inclusive do Brasil! Eram as Aveias Quaker.

         Henry Crowell devolvia mais do que o Dízimo ao Senhor. Ele começou com 10% e foi aumentando até chegar a 70% dos lucros da sua empresa para a Obra de Deus! Ele se tornou a coluna de sustentação do Instituto Bíblico Moody e vários ministérios de rádio.

         Pouco antes de falecer, em 1943, ele desafiou os líderes do Instituto Moody: “Pensem em grandes coisas para a glória de Cristo”.

         A Quaker criou inovações como a primeira receita de um bolo de aveia impressa nas embalagens da QUAKER OATS (1908); o oferecimento de prêmios em suas embalagens, como panelas e rádios portáteis; a introdução da tradicional lata redonda da aveia QUAKER, em 1915.

         Na década de 1970 a QUAKER patrocinou o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, obtendo enorme retorno publicitário e ganhando o direito, sob licença, da utilização da marca WONKA no segmento de confeitos e chocolates, que depois seria vendida para a Nestlé.

         Em 1983, a empresa adquiriu uma das marcas mais valorizadas do mundo: Gatorade, tradicional produtora de bebidas isotônicas e oficialmente no dia 2 de agosto de 2001, a QUAKER foi adquirida por US$ 14 bilhões pela PepsiCo.

         Esta maravilhosa parábola contada por Jesus e narrada apenas por Mateus não é uma mensagem com uma lição particular, mas tem um caráter universal e chama a atenção para a importância da vigilância escatológica. Devemos estar preparados para prestar contas ao Senhor na sua segunda vida ou no nosso encontro com ele.

         O talento era uma moeda grega com um grande valor. Cada talento valia seis mil denários (outra moeda grega de menor valor). Cada denário valia o equivalente a um dia de trabalho.

         A história conta sobre um Senhor riquíssimo e poderoso que distribuiu sua propriedade bens entre seus servos e partiu para outro local dizendo que um dia voltaria para acertar contas com eles. Dois deles usaram muito bem suas capacidades para fazer multiplicar o valor que haviam recebido. O terceiro escondeu o valor recebido.

         Ao voltar o Senhor foi acertar contas com eles. Os dois primeiros prosperaram e multiplicaram o que tinham recebido, mas o terceiro devolveu apenas o que tinha recebido. Os dois primeiros foram recompensados e o terceiro castigado.

LIÇÕES NA PARÁBOLA DOS TALENTOS

1. DEUS É SOBERANO E O DONO DE TUDO QUE EXISTE.

         “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24:1).

         “Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante a congregação toda e disse: Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força” (I Crônicas 29:10-12).

2. NADA QUE TEMOS RECEBIDO NOS PERTENCE.

         “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele” (I Timóteo 6:7). "O que você tem, que você não recebeu?” (Rev. Francisco Leonardo).

          Tudo que temos foi nos concedido por Deus, o Senhor de toda terra. Somos apenas escravos, mordomos das riquezas do Todo Poderoso.  

3. OS TALENTOS FORAM DISTRIBUÍDOS PELO PRINCÍPIO DA EQUIDADE.

         Há uma grande diferença entre igualdade e equidade. Podemos dizer que na igualdade aplica-se uma regra parcial, enquanto na equidade aplica-se uma regra imparcial. Ou seja, se fosse observado o princípio da Igualdade o valor deveria ser distribuído dividido igualmente por três partes iguais. No princípio da equidade os valores são distribuídos proporcionalmente, conforme a capacidade de cada um.

         Aqui está claro a ideia de que o modelo de socialismo como um sistema político é uma grande ilusão e não passa de armadilha para um sistema onde as riquezas, na prática, continuam ficando com um grupo pequeno.

4. OS TALENTOS REPRESENTAM TUDO QUE TEMOS E SOMOS.

         Muitos interpretam esse ponto de maneira errada, achando que o Senhor distribuiu aos seus servos algumas habilidades para serem usadas na igreja ou mesmo que seja um valor financeiro recebido para ser multiplicado.

         Entretanto, o entendimento correto é perceber que tudo que temos e somos fazem parte dessa dádiva eterna que o Senhor nos concedeu.

         Nossa vida é um presente valioso demais vindo da parte de Deus. Ela é uma soma de tudo aquilo que temos e somos. Nossos corpos, nossa mente, nossas habilidades, nossos relacionamentos sociais e familiares, a educação que recebemos, as oportunidades que tivemos e aproveitamos.

         No livro Criação e Consumação de Gerard Van Groninguen escreve sobre a criação e dos mandatos que o ser humano recebeu da parte do Criador.

         Mandatos da criação:

a)  Mandato espiritual é a ordem para o nosso relacionamento com Deus, nosso criador.

b) Mandato Social é a ordem para a procriação, ou seja, nosso relacionamento familiar.

c)     Mandato cultural é a ordem par nossa dedicação ao trabalho e a nossa relação com a sociedade.

5. ATITUDES NEGATIVAS DO SERVO NEGLIGENTE  

        A) SUCUMBIU AO MEDO.     

      Diante do desafio ele sucumbiu ao medo. O medo é uma das maiores armas de destruição da humanidade. Quando Adão pecou ele ficou com medo da presença de Deus em Genesis 3:10. Quando os israelitas saíram do Egito Deus usou o medo para enfraquecer os inimigos. O medo é uma grande arma de guerra. Existe uma boa diferença entre medo e temor (Provérbios 1:7). Medo é pavor, assombro, desespero. Temor é obediência, respeito, submissão. O servo negligente foi dominado pelo medo e sucumbiu.

         B) SUBESTIMOU SUA PRÓPRIA CAPACIDADE 

         Se os talentos foram distribuídos conforme a capacidade de cada um, ele tinha todas as condições para conseguir multiplicar o que foi recebido. Ao esconder os talentos ele declara uma rejeição oficial de sua competência. Ou seja, ele menosprezou sua própria capacidade.

         C) FUGIU DA SUA RESPONSABILIDADE.

         De maneira covarde ele fugiu da sua responsabilidade. 

         D) VIVEU AFASTADO DAS BÊNÇÃOS E PROMESSAS DIVINAS.       

         Por causa da sua negligência ele viveu sua vida afastado das bênçãos e promessas divinas. Ele perdeu a possibilidade de alcançar uma vida de prosperidade.

         Se entendemos que os talentos representam tudo que temos recebido do Pai e deveriam ser multiplicados, também sabemos que ele poderia ter usado tudo aquilo para seu sustento, durante o tempo da ausência do Senhor. Ele perdeu a benção.

         Ao esconder o talento ele viveu afastado de Deus, o maior tesouro que uma pessoa pode ter. Ele poderia ter desfrutado e usufruído de mais conforto e alegria ao mesmo tempo que fazia o talento multiplicar. Ele se preocupou tanto em garantir o empate na chegada que se esqueceu da usufruir a vitória da caminhada. Maldita avareza!

         A avareza destrói a vida das pessoas. “Então, (Jesus) lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:15).

O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PARABOLA?

PRECISAMOS ESTAR PRONTOS PARA PRESTAR CONTAS A QUALQUER MOMENTO

         A justiça divina na volta do Senhor deve nos encontrar prontos a qualquer momento, especialmente hoje. Não podemos deixar para amanhã a vivência dos valores cristãos. Prometer ser dizimista no dia que ficar rico não tem valor para Deus. Ele quer sua fidelidade hoje, com aquilo que tens agora.

       Como foi dito aos dois primeiros: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” Mateus 25:21 e 23).

         “E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstrui-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (Lucas 12:16-21).

         Como você tem vivido a sua vida em relação aos talentos que recebeu do Senhor? Para saber se estou multiplicando ou enterrando os talentos que recebi do Senhor é uma avaliação simples.

      Quando você vive sua vida sem nenhuma mudança ou transformação positiva, não avança, não cresce espiritualmente e ao errar, não aprende com seus erros. Você está enterrando seu talento!

         Quando você continua ser sempre a mesma pessoa e após mais um ano e está no mesmo lugar. Você está enterrando seu talento!

         Quando você desiste tentar lutar pra vencer e perde a vontade de viver ou até mesmo, pede para morrer. Isso é fuga! Você desiste de si mesmo. Você está enterrando seu talento!

         Por outro lado.

      Quando você se esforça para fazer seu dia de hoje bem melhor e mais próspero do que foi o dia de ontem, e depois, continuar tentando adiante, você está multiplicando seus talentos.

         Quando você não desiste de tentar vencer mesmo diante de seus desafios você avança. Você está multiplicando seus talentos!

      Quando você desenvolve sua comunhão com Deus e cresce na vida de oração. Você está multiplicando seus talentos!

         Onde você estará daqui há um, dois três, quatro, cinco anos?

         Quem melhora a si mesmo está multiplicando seus talentos!